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A solidão do CEO de pequenas empresas

  Comecei a trabalhar aos 13 anos, na construção civil, e aos 16 já estava em uma grande empresa da minha cidade. Assim, aos poucos, minha carreira profissional foi se desenhando. Com a inquietude de alguém que sempre queria mais, o futuro não podia ser diferente. Aos 22 anos, ao lado da minha namorada, fundei minha primeira empresa.

  Com pouco conhecimento, é claro, mas muita vontade de criar uma empresa de sucesso, me deparei com o que acredito ser um dos principais problemas dos jovens empresários: a SOLIDÃO. Sem histórico qualquer, muitas vezes, nem os números você tem para lhe apoiar. Tomar decisões estratégicas, pensar em novos produtos e serviços, novas maneiras de se comunicar com o cliente, enfim, a solidão e o medo eram rotineiros e até diários.

  Atualmente, sou CEO da Big Dream Agência 360° e CMO da Eleva Arquitetura e Design, por isso, escrevo este artigo para expressar o quanto eu admiro pessoas que, assim como eu, tiveram a coragem de criar suas próprias empresas e passaram por momentos assim.

  Admiro os empresários que assumem riscos, aqueles que se esforçam até o fim para fazer a diferença em nosso universo. Admiro os CEOs que criam empregos, mas, ao mesmo tempo, têm que lutar contra processos trabalhistas e outras demandas. Admiro os fundadores que fazem de tudo para criar a melhor experiência possível para o cliente, todavia, lidam com as reclamações destes.

  Nós todos devemos ter mais empatia um pelo outro. Somos todos humanos e atravessamos a solidão. Se você está passando por essas lutas agora, entenda que nós ‘outros’ também estamos. Como líderes, isso é parte da vida. Contudo, mais do que tudo, saiba que o que você faz é admirável e faz a diferença na vida das pessoas.

Um forte abraço,
Júlio César Feiden

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