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Comunicação e Causa: conteúdos sobre a comunidade LGBT+ para se orgulhar

 Em um país onde, a cada 27 horas, ocorre um assassinato motivado por homofobia ou transfobia (segundo dados do Grupo Gay da Bahia de 2015) e a expectativa de vida de uma pessoa trans é de apenas 35 anos (segundo dados de 2015 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos), torna-se prescindível ações afirmativas com objetivo de combater o preconceito contra a comunidade LGBT+ e incentivar a inclusão social independente da orientação sexual ou ideologia de gênero. Para isso, o Dia do Orgulho LGBT+ marca uma caminhada longa de luta e reconhecimento dos direitos das lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, transgêneros, travestis, drag queens, não-binários e afins.

 Com consciência sobre a importância da data de hoje, a agência, que abraça todas as formas de diversidade, resolveu listar algumas das ações e projetos com enfoque LGBT+ de impacto na comunicação, como forma de demonstrar a importância de abordar a pauta para uma reflexão cada vez mais ampla e abrangente.

LGBT+ no jornalismo

 Os veículos jornalísticos ainda são, hoje, as principais formas de acesso à informação. Dessa forma, é imprescindível que esse meio comunique-se de forma correta e respeitosa por meio de notícias que envolvam temáticas LGBT+, utilizando as nomenclaturas corretas e a linguagem sem pré-conceitos e estereótipos, com o intuito de informar a sociedade e problematizar sobre questões de violência, injustiça e abuso.

 Infelizmente, nas mídias brasileiras esse comportamento com a temática ainda é, muitas vezes, inexistente ou ignorado. Para combater essa falta de profissionalismo e educar os jornalistas, cartilhas e manuais de redação sobre o mundo LGBT+ foram desenvolvidas por diferentes organizações e instituições. Dois exemplos que merecem atenção, são:

LGBT+  na publicidade e propaganda/marketing

 Várias marcas estão embarcando no mundo do conhecido marketing de causa, o que as leva a explorar a diversidade dentro de suas campanhas, buscando levantar uma bandeira, conscientizar o público e relacionar-se afetivamente e moralmente com o consumidor. Dentre as temáticas de causa, uma das mais presentes nos últimos anos é a LGBT+, apesar de alguns erros e falsas propostas (logo desmascaradas), múltiplos exemplos de qualidade vem surgindo.

 Mais recentemente, em 2017, uma das marcas mais conhecidas do mundo inteiro desenvolveu a campanha de sucesso conhecida como “Essa Coca é Fanta, e daí?”. Ao reinterpretar uma antiga expressão homofóbica comum no cultural brasileiro, a Coca-Cola, de forma simples, desenvolveu a ação que a garantiu quatro prêmios no Cannes Lions (dois Leões de Ouro, um Leão de Prata e um Leão de Ouro em categoria média).

LGBT+  na música

 O setor do entretenimento foi um dos primeiros locais de expressão e aceitação da comunidade LGBT+, incluindo a música como uma das principais fronteiras de empoderamento. No Brasil, isso é visível através de vários artistas que alcançaram sucesso recentemente, que levantam essa bandeira e que conquistam o público, como Liniker, Johnny Hooker, Karol Konká, Pabblo Vittar, Banda Uó, entre outros (isso sem contar os já reconhecidos, como Ney Matrogross e Daniela Mercury).

Videoclipe da música Flutua, parceria entre Johnny Hooker e Liniker.

 Com isso em mente, o Spotify não perdeu a oportunidade – como canal de streaming de músicas – para reconhecer os grandes nomes da música que em sua obra eternizam a luta LGBT+. A marca criou um setor de subgênero musical denominado como Pride (orgulho em inglês) composta por 21 playlist personalizadas, que variam de clássicos do orgulho LGBT+ até os últimos lançamentos. Indicamos dar o play e curtir essa parte inspiradora da comunidade LGBT+:

LGBT+  na produção audiovisual

 Outro ambiente onde a comunidade pode se expressar mais livremente é no cinema. Diversos exemplos podem ser citados, ao ponto de hoje já temos um filme de temática LGBT+ como ganhador do Óscar e uma aba específica de produções LGBT+ na Netflix (grandes conquistas). Assim, novas produções são cada vez mais incentivadas, e na longa lista das opções que poderíamos citar escolhemos quatro de diferentes formatos:

In a Heartbeat

 A animação foi um sucesso nas redes sociais e viralizou, conquistando por sua inocência e afetuosidade ao tratar de um assunto tão delicado que é a descoberta da sexualidade. Vale à pena as lágrimas.

Laerte-se

 Um documentário brasileiro produzido pela Netflix e com a mão da grande jornalista, Eliane Brum. A produção inspiradora acompanha de forma leve um pouco da vida da cartunista transexual Laerte. Uma grande reflexão sobre diversas questões dentre uma sociedade patriarcal.

Queer Eye

 Uma série reality show desenvolvida pela Netflix que resgata o modelo da produção Queer Eye for the Straight Guy (2003-2007). Cada capítulo uma pessoas diferente passa por uma transformação de vida, guiada por cinco homossexuais, cada um deles especializado em uma área: culinária, moda, decoração, cultura/psicologia e aparência. Boas risadas e muita emoção garantidas.

De Gravata e Unha Vermelha

 Diversos depoimentos de peso costuram este documentário brasileiro que busca questionar e transcender antigos padrões de gênero, demonstrando, de forma leve, o exemplo daqueles que transitaram com a liberdade de ser tudo aquilo que se pode ser.

LGBT+  na literatura

 Há muitas décadas, a temática LGBT+ já é presente na literatura, mas de forma discreta e, muitas vezes, censurada. Recentemente, as narrativas vêm ganhando o seu espaço e explorando novos gêneros da literatura, da ficção cientifica aos contos eróticos, sem as velhas histórias e personagens estereotipadas . No Brasil, também surgem editoras independentes especializadas neste nicho de editoração, o que incentiva o crescimento do ramo.

 Para mergulhar neste mundo por meio das letras, indicamos a lista criada pelo jornal Carta Capital, que resenha as produções: “Me Chame Pelo Seu Nome”, “As Vantagens de Ser Invisível” e “Amora” (produção brasileira). Três narrativas diferenciadas, que apresentam histórias sobre a descoberta da sexualidade.

 Qual conteúdo LGBT+ você acha importante destacar? Nos conta nos comentários.

E se quiser mais conteúdos interessantes de militância, dá uma olhada na indexação de conteúdos realizados por mulheres, sobre mulheres, para mulheres:

ESPECIAL DE DIA DA MULHER: Coleção de Conteúdos

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