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A informação na era das redes sociais: de fake news às bolhas sociais

 Manter-se informado é uma das necessidades básicas do ser humano. Desde os primórdios, a comunicação tornou-se uma das principais peças para o desenvolvimento da sociedade, e logo descobriu-se que ela é um grande poder, que pode ser manipulada e manipular, libertar ou aprisionar. Dessa forma, a credibilidade firmou-se como um dos principais princípios dos meios de comunicação.

 Na era digital, os meios de informação reinventaram-se e constantemente continuam a repensar suas premissas e formatos. Uma das grandes transformações foi o surgimento das redes sociais, que trouxeram um novo formato de interagir com a notícia. Tanto que hoje a segunda fonte mais utilizada para se obter informação são as próprias redes, segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016 – Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira, da Presidência da República.

 Contudo, dois grandes embates surgem com esse novo hábito. O primeiro, dá-se pelo fato de que tudo que um usuário recebe em sua timeline é determinado por um conjunto de algoritmos (códigos), que podem, portanto, ocultar ou não uma informação. Algo que preocupa muitos estudiosos e pesquisadores, pois isso pode ter as mais diversas consequências que, necessariamente, não são em total boas para a sociedade. Uma delas sendo a possibilidade de manipulação do que é visto por cada indivíduo e outra sendo a criação de bolhas sociais, onde um indivíduo receberia as postagens de grupos de pensamentos similares ao seu, o aprisionando em uma bolha de conhecimento (ou falta dele).

 Esse é um embate que surge com mais força nos últimos meses, com a divulgação das novas atualizações anunciadas pelo Facebook, com as premissas para o ano eleitoral e com vários casos de fake news (notícias falsas) de grande impacto.

O bombardeio de  fake news

 A informação é cada vez mais abundante ao redor do globo, principalmente, nos meios digitais. Com isso, o que é real e o que é falso se mesclam em uma grande confusão para os leitores, que acabam disseminando fake news e propagando-as como um grande vírus, que duplica de tamanho, manipulando e atingindo setores e acontecimentos de grande proporção. Como exemplo básico, olhe para a política mundial, como os casos das eleições no EUA e do embate esquerda vs. direita no Brasil, o último, que ressurgiu com uma carga gigantesca de fake news no período pré-impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Famoso caso de fake news envolvendo a artista Pabllo Vittar e política

 É claro que as notícias falsas não foram criadas com o surgimento das redes sociais, na verdade, elas estão em meio à sociedade desde os primórdios da comunicação e da política. Mas é inegável que elas tenham intensificado sua existência no mundo online. Isso ocorre por diversos motivos, sendo os mais relevantes a facilitação da produção e divulgação de informação por qualquer individuo, o analfabetismo midiático (falta de conhecimento de parte da população sobre a linguagem e funcionamento da mídia digital) e o surgimento de “rôbos” e perfis falsos para o uso próprio de disseminação de fake news (acredite, existe uma indústria construída totalmente em volta disso).

Para saber mais

 Se procuras saber mais sobre fake news, indicamos os links abaixo,  de dois conteúdos próprios muito bem produzidos e com muitas informações relevantes sobre a temática:

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