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Conteúdo Inspirador: Os 7 hábitos de pessoas altamente criativas

Como parte de um conteúdo especial para inspirá-los, retornamos com a tradução de conteúdos internacionais que envolvem as temáticas de criatividade, comunicação e mercado. Nesta segunda postagem, escolhemos este texto repleto de dicas escrito por Louis Chew e postado na plataforma Medium pelo ART+Marketing.

Destacamos que a tradução do artigo foi realizada livremente, com corte de parte do conteúdo devido relevância. Para lê-lo na íntegra em inglês, acesse ao link. Uma ótima leitura a todos:

A falácia mais comum sobre criatividade é que ela é elusiva, esotérica e única apenas para os poucos ungidos.

Os antigos gregos acreditavam que a criatividade era um espírito divino que vinha aos humanos de uma distância e origem desconhecida, por razões e propósitos também desconhecidos. Eles chamavam esses espíritos de daemons (similar a escrita do que viria a ser a palavra demônios em inglês demons). Os romanos tinham uma ideia similar, mas o denominavam de genius (gênio em inglês).

Séculos depois, não mudou muito. A única diferença é que nós não mais atribuímos criatividade a espíritos divinos, mas a experiências individuais. Muitos pensam que apenas Beethoven, Picasso e Mozart que possuem uma criatividade geniosa.

Exceto que isso não é verdade.

Hoje, construímos e analisamos até mesmo os processos mais elusivos . Viemos a entender que existem comportamentos específicos e mentalidade as quais qualquer um pode utilizar para alcançar o resultado desejado.

Aqui estão sete comportamentos de pessoas altamente criativas:

1. “Roube” como um artista

Há uma verdade que os aspirantes à criatividade devem primeiramente reconhecer. Precisamos apenas nos voltar para o livro de Austin Kleon, Steal Like an Artist (Roube como um artista), para aprender isso:

“O que um bom artista aprende é que nada vem do nada. Todos os trabalhos criativos são construídos acima do que veio antes. Nada é completamente original.”

É preciso entender que a ideia e a inspiração para uma obra vêm de diversas fontes de uma só vez. Toda nova ideia é só uma mixagem ou um remix de ideias prévias. É por isso que, citando Jonathan Lethem, Kleon escreve que “quando pessoas chamam algo de ‘original’, nove de dez vezes eles apenas não conhecem as referências ou a fonte original envolvida”.

Consequentemente, a recomendação – “roube” como um artista.

O bom artista disputa com o estilo de um outro o mais próximo que ele pode. O grande artista seleciona elementos de outros trabalhos e os incorpora em seus próprio mix de influências. Ele faz com tanto bom gosto, pois sabe que a fusão certa criará algo que é unicamente seu, apesar de não completamente original.

Então, aprenda a se inspirar em um artista – o mundo inteiro está à sua disposição.

2. Sempre esteja pesquisando

Para achar algo válido para “roubar”, é preciso procurar no lugar certo.

Um bom início facilita o final. A qualidade da informação que você consome determina a qualidade do trabalho que você produzirá. Em um mundo onde o barulho muitas vezes abafa o sinal, encontrar as melhores ideias pode ser algo difícil.

Existem duas formas de contornar isso. A primeira é o que Kleon chama de ramificação, algo útil para explorar variações de uma ideia.

“Mastigue as ideias de um pensador. Estude tudo que há para se saber sobre ele. Então encontre três pessoas que o pensador amava, e descubra tudo sobre eles. Repita esse processo quantas vezes você puder. Escale a árvore o mais rápido que você pode ir”.

Austin Kleon

Esse não é o único método para peneirar ideias valiosas. Originalidade deriva do ato de criar algo que nunca foi visto antes. E é por isso que o autor de sucesso, Ryan Holiday, se volta ao clássico toda vez que está em dúvida.

Peças clássicas são “clássicos” por uma razão. Elas sobreviveram o teste do tempo. A filosofia do Estoicismo data dos antigos gregos, mas Holiday mostrou em seus livros – Ego Is The Enemy (Ego é o Inimigo)  e  The Obstacle Is The Way (O Obstáculo é o Caminho) – como essas ideias ainda são relevantes hoje. Ele não desenvolveu essas ideias; ele apenas aplicou-as.  

Não é suficiente apenas observar seu entorno. Os criativos ativamente buscam as melhores ideias por todos os lugares. Eles estão sempre pesquisando.

3. Entre em novos domínios

Ao ganharmos mais experiência e especialidades em nosso trabalho, nos tornamos mais entranhados em uma forma particular de ver o mundo. Isso nos faz mais eficiente ao eliminarmos parte do processo de pensamento, mas a desvantagem é que você se torna menos receptivo a novas ideias e menos suscetível às mudanças.

É como Abraham Maslow observou: ele que é bom com um martelo tende a pensar que tudo é um prego.

Essa é uma sentença de morte para qualquer criativo que espera fazer um bom trabalho. É também o caminho mais certo para uma companhia sair do mercado dentre os próximos anos.

Programas de busca existem bem antes do Google, mas eram limitados no uso porque os resultados mostrados não eram o que os usuários queriam. A Google mudou isso quando adotou uma nova abordagem para retornar resultados, escolhendo focar na qualidade ao invés de popularidade.

A inspiração para essa mudança? Publicações acadêmicas.

No mundo acadêmico, um pode facilmente determinar a qualidade e relevância de um artigo por quão regularmente ele é citado. A melhor pesquisa sobe ao topo, enquanto os mais limitados somem na obscuridade. Foi uma ideia elegante a qual Larry Page foi muito feliz em introduzir no algoritmo de busca do Google. É hoje conhecido no mundo do Search-Engine Optimisation (SEO) como backlinks (links estratégicos que levam ao seu site).

Soluções originais e criativas nem sempre surgem do ato de reinventar a roda. Na verdade, vem do desenvolvimento de aplicações inovadoras, não de imaginar conceitos completamente novos.

Você pode iniciar por encontrar duas ideias completamente diferentes e combiná-las.

Ou como James Altucher coloca: faça sexo com as ideias.

4. Seja mais produtivo

Thomas Edison foi famoso por ser persistente em experimentações. A grande quantidade de seus experimentos iriam eventualmente resultar em ele detendo o recorde de ter o maior número de patentes – mais de 1090 em seu nome. Picasso pintou mais de 20.000 obras. Bach compunha pelo menos uma peça por semana.

A maioria desses trabalhos nunca alcançou muito. Eles foram criações cuja um homem normal na rua nunca teria dado uma segunda olhada. Acontece que nenhum de nós consegue prever com precisão quais ideias irão ter sucesso ou quais serão perdidas.

A solução? Produza o máximo de trabalho pois uma peça irá inevitavelmente dar certo. O mesmo vale para a escrita, a composição e a pintura.

É amplamente assumido que há uma troca entre quantidade e qualidade – se você quer fazer um trabalho melhor, você deve fazer em menor quantidade – mas, na verdade, isso é falso. Quantidade gera qualidade. O ato de criar algo, não importa o quão ruim, é a prática para criar uma versão melhor.

5. Dê a si mesmo permissão para falhar

Criar mais trabalho parece como uma boa ideia na teoria, mas é de difícil aplicação. A principal e mais importante razão é que nós não nos damos permissão para falhar.

Stephen Pressfield sabe disso também. Em The War of Art (A Guerra da Arte), ele nomeia o medo que todos os criativos possuem – ele chama de a Resistência:

“O amador, por outro lado, se super identifica com sua vocação, com sua aspiração artística. Ele define a si mesmo com isso. Ele é um músico, um pintor, um escritor de teatro. Resistência ama isso. A resistência sabe que compositores amadores nunca irão escrever sinfonias porque eles estão investindo demasiadamente em sucesso e super aterrorizados de seu fracasso. O amador leva tão a sério que isso o paralisa”.

O problema é que nós fomos treinados a amarrar nossa autoestima às nossas realizações. Se esse é o caso, quem, então, iria de bom grado criar uma obra que seria usada para julgá-lo?

Por essa razão, Pressfield diz que nós precisamos cruzar do amador ao profissional. Só então que poderemos produzir trabalhos verdadeiramente criativos.

“A resistência quer que apostemos nossa autoestima, nossa identidade, nossa razão de ser, sobre a resposta dos outros ao nosso trabalho. Ela sabe que não podemos aguentar isso. Ninguém pode. O profissional ignora as críticas. Ele nem as ouve. Críticas, ele lembra a si mesmo, são as porta-vozes involuntárias da Resistência”.

Stephen Pressfield

O caminho para criatividade é criar muito, e a forma de criar muito é dar a si mesmo a permissão para falhar. Pessoas irão esquecer os erros e o lixo que produzimos, mas irão se lembrar de nosso melhor trabalho.

6. Abrace as restrições

Existem diversas barreiras que podem nos impedir de criar algo bom. Mas a essência da criatividade é fazer algo com o que se tem. Em fato, Austin Kleon sugere que isso é necessário:

“Nada é mais paralisante que a ideia de infinitas possibilidades. A melhor forma para superar o bloqueio criativo é simplesmente colocar algumas restrições para si mesmo”.

Ele continua a explicar como ter menos nos ajuda:

“Um, se tornar muito bom em trabalho criativo requer muito tempo e atenção, e isso significa cortar muito dos momentos de conforto da sua vida para que você possua tempo extra e atenção. E dois, criatividade em seu trabalho é, muitas vezes, uma questão de escolher deixar de lado, ao invés de incluir - o que não é dito versus o dito, o que não é mostrado versus o que é, etc”.

Restrições não são o inimigo. Muitas pessoas criativas entenderam isso e seguiram para produzir grandes obras por causa das restrições, não apesar delas.

Dr. Seuss foi desafiado a escrever livros infantis com apenas 50 palavras. O resultado foi Green Eggs and Ham (Ovos Verdes e Presunto), livro que chegou a vender mais de 200 milhões de cópias. Ter restrições foi tão vital para estimular a criatividade que Dr. Seuss iria definir seus próprios limites para trabalhar com seus outros livros. Por exemplo, The Cat In The Hat (O Gato no Chapéu)  foi escrito utilizando apenas a lista de vocabulário dos alunos do primeiro ano.

Mas, talvez, o mais famoso exemplo é a estória de seis palavras de Hemingway. Ninguém provavelmente esquecerá For Sale: Baby Shoes, Never Worn (A venda: Sapatos Infantis, Nunca Utilizados) tão cedo.

7. Desenvolva seu ritual

Criatividade não vem fácil.

O processo é frustrante. Dificilmente há um bom medidor com o qual nos possamos medir nosso progresso. É imprevisível. É o porquê de darmos a si mesmo o passe toda vez que não conseguimos desenvolver boas ideias ou algum trabalho criativo.

Mas o que os arquitetos, os advogados, ou o médico fazem quando não estão inspirados? Eles ainda fazem seu trabalho.

É essencial criar uma rotina ou ritual com o qual possamos nos apoiar. Sistemas funcionam, e nos previnem de cairmos vítimas de nossos humores, O pintor, Chuck Close era um inequívoco neste ponto:

“Inspiração é para amadores - o resto de nós aparecemos e realizamos o trabalho. A crença é que as coisas irão crescer a partir da atividade em si e que você irá - por meio do trabalho - bater de frente com outras possibilidades e abrir a chutes outras portas que você nunca teria imaginado se estivesse apenas sentado olhando ao redor em busca de uma grande arte (ideia). [...] Se você se apegar a isso, você chegará a algum lugar”.

Criatividade é um processo. Há um sistema que ninguém pode aplicar metodicamente para gerar boas ideias. Não é um campo esotérico de domínio único dos gênios. Mas é preciso fazer muito trabalho, não importa o quão difícil.

Apenas lembre-se as últimas linhas de Chuck Close –  se você continuar, você vai chegar a algum lugar.

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