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Clubinho da Inspiração #6: feito por elas

Bem-vindos ao Clubinho da Inspiração!

Regularmente, reuniremos algumas das principais indicações de conteúdos que devem justamente inspirar: reflexão, criatividade, sabedoria, emoção e críticas. 

Essa sexta edição é uma pra lá de especial! Isso porque ela tem como tema central destacar conteúdos produzidos por MULHERES. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, lembramos a importância de reconhecer e consumir produções femininas, que muitas vezes ainda são negadas seu devido espaço na sociedade.

Todo mês, cada participante indica um conteúdo de forma secreta. As indicações são sorteadas entre o grande grupo (tipo amigo secreto). Cada um fica responsável de consumir o conteúdo que sortear dentro do prazo combinado. 

No dia da reunião do clubinho, além de muita comilança, todos apresentam seus conteúdos, com o objetivo de uma reflexão coletiva e, claro, para tentarmos adivinhar quem o indicou em primeiro lugar. 

1 – Seja criativo;

2- Qualquer produção vale como indicação (não se prenda apenas ao óbvio);

3- Produções que incentivem preconceitos e cultura de ódio estão VETADAS;

4- Tente diversificar e apresentar produções de pouco reconhecimento ou desenvolvidas por minorias sociais;

5- Seja crítico com aquilo que consome (nada de passar pano);

6- No dia da reunião, sempre que possível, traga ceva, comes e boa conversa consigo;

7- Engaje nas conversas dos outros conteúdos que não foram indicados ou sorteados por ti;

8- Venha de mente aberta, sempre!

No momento, os integrantes do clubinho fazem parte da equipe da agência, mas quem sabe, no futuro, você também possa fazer parte. Caso tenha interesse, estamos de portas abertas (nos contate!). 

Agora, as feras indicadoras:

Júlio #boss, Amanda #jornalista (social media e redatora), Daiane #designer (head de criação), Joel #criação e Alan #comercial (ainda criaremos apelidos mais criativos). 

Percebemos que, no mundo de hoje, podemos aprender em espaços que vão muito além de cursos e conteúdos educacionais. 

Ainda mais na era de produção de conteúdo, na qual podemos encontrar e explorar algo interessante e criativo, em grandíssima quantidade, nos mais diversos formatos. 

Pensando nisso, e mergulhados no sentimento de que muitas vezes ficamos perdidos com a quantidade enorme de opções de consumo (todos sabemos o que é demorar horas para escolher algo na Netflix), resolvemos criar uma forma de “trocar” conteúdos. 

Assim, o objetivo é guiar um ao outro em meio à imensidão de produções. Além de aumentar o repertório (algo muito importante quando se trabalha com criatividade) e gerar reflexões mais profundas sobre assuntos que muitas vezes ignoramos.  

produção jornalística

Open Box da Ciência

produção: gênero e número
2020

SOBRE

Você já parou parou para pensar quantas mulheres têm acesso à educação superior? Qual será o perfil dessas mulheres? Será que o trabalho desenvolvido por elas tem o devido destaque?

Foi para responder essas questões que o grupo Gênero e Número criou o projeto Open Box da Ciência, um site que reúne uma rica base de dados ilustrada, chamada de cartografia, onde é possível encontrar as principais pesquisadoras brasileiras, separadas por área de pesquisa, região do país e instituição acadêmica. Além disso, reportagens e entrevistas apresentam aquelas que se destacam em cada setor de estudo, divididos por: ciências biológicas, ciências sociais aplicadas, ciências exatas e da terra, engenharias e ciências da saúde. 

Lá você também terá acesso a 497 artigos dessas mesmas pesquisadoras, de assuntos que abordam desde medicina, direito, ciência da informação, educação física a engenharia aeroespacial. O conhecimento é amplo e demonstra o poder de atuação da mulher dentro dos centros de pesquisa, o que nem sempre é o que vemos em congressos ou dentro das próprias universidades. 

Logo abaixo no site, há um espaço de interatividade no qual é possível medir seu nível de contribuição à ciência. Para isso, basta responder algumas perguntas. Em seguida, também há um conjunto de gráficos que apresentam o cenário racial dentre os estudantes de ensino superior e os pesquisadores acadêmicos. Neste ponto é bem visível a desigualdade de acesso de raças específicas, que ainda enfrentam diversas barreiras econômicas e sociais, sem falar no preconceito e na invisibilidade. 

Além de explorar esse belíssimo trabalho, indicamos um visitinha ao portal jornalístico do Gênero e Número. Com uma equipe composta somente por profissionais mulheres, o intuito desta produção independente é dar visibilidade a pautas do mundo feminino com base em pesquisa e dados. Esse super projeto, de tempos em tempos, se dedica a desenvolver grandes reportagens e mapeamentos – vale a pena ver também o Mapa da Violência de Gênero.

podcast

Mulheres e Futebol

produção: Conexão Feminista
48 minutos

SOBRE

Como mulher, você se sente segura de ir a um estádio de futebol sozinha? Quando você liga a TV em um canal esportivo, qual o gênero mais presente entre os comentaristas esportivos? E no mundo esportivo, as atletas têm o mesmo reconhecimento que os atletas?

São reflexões como essas que este episódios do podcast Conexão Feminista busca fazer. Em menos de uma hora de conversa, os mais diferentes pontos são abordados buscando-se entender os estereótipos, preconceitos e desigualdades de gênero que existem dentro do esporte, do futebol, do jornalismo esportivo e entre as torcidas. 

Para explorar esse tema com embasamento, esse episódio do podcast entrevistou a jornalista Renata Mendonça, uma das jornalistas responsáveis pelo popular blog Dibradoras – hoje parte do portal Uol – um espaço dedicado a noticiar e refletir sobre futebol feminino, mulheres no esporte e questões feministas no futebol, formado por três profissionais que amam futebol. 

A experiência de Renata contribui para uma conversa rica e ampla sobre as barreiras que a mulher enfrenta no esporte e no futebol. Seja como atleta, jornalista, técnica, juízas ou torcedora, o âmbito do futebol ainda é pouco receptivo. Permeado por uma cultura masculinizada e um tanto machista, o futebol ainda é pouco explorado pelas mulheres justamente pelas dificuldades e pelo tratamento agressivo que eles precisam enfrentar. 


Da falta de respeito de segurança, ao descrédito e invisibilidade, as mulheres precisam lidar com gestos sexuais, perguntas bobas como “o que é um impedimento”, falta de espaço de fala, pouco investimento, baixo incentivo e só são aceitas em papéis sexualizados como “musa do brasileirão” e cheerleaders. Vale a pena dar o play e refletir sobre coisas consideradas tão naturais, mas que são tão nocivas às mulheres e impedem que elas consigam curtir o futebol ou ser parte dele.

série-documentário

Being Serena

plataforma: HBO
2018 | 5 episódios

SOBRE

Como deve ser a vida da tenista mulher número um do mundo? 

Venha descobrir nesta série-documentário, que apresenta os bastidores de um período decisivo na carreira da atleta Serena Williams. Considerada uma das maiores atletas do tênis, ela conquistou 23 torneios de Grand Slam simples, além de 14 outros ao lado da irmã mais velha, Venus Williams. Ao todo são 72 torneios simples vencidos e 22 torneios em dupla. 

Seu legado como tenista profissional é gigantesco e indiscutível, mas isso não diminui o peso que ela sente por ser mulher, principalmente quando enfrenta decisões e escolhas entre sua vida pessoal e profissional. Esse é o principal foco desta primeira temporada da série, que acompanha a descoberta da gravidez de Serena, durante uma final de um  grande torneio, todo o processo de gravidez, seu casamento, o parto e a volta às quadras após os primeiros meses de vida da filha. 

Dentre cobranças pessoais e externas, ela passa pelo fardo que muitas mulheres encaram ao optar pela maternidade: os problemas e barreiras estipulados pelo mercado de trabalho, que, muitas vezes, as colocam em desvantagem ao restante. No caso dela, como atleta, os impactos são ainda maiores devido ao fator físico, mas, em geral, esse dilema é vivenciado pela maioria da mulheres, que precisam conciliar a construção de uma carreira profissional com a formação de uma família. 

Dois grandes exemplos disso são a decisão pelo parto de cesárea de última hora, procedimento que dificultou sua volta ao esporte e tornou seu período de recuperação ainda maior, e o momento em que ela precisou optar entre continuar ou deixar de amamentar a filha, levando em conta a melhora de sua performance física. 

Além disso, a narrativa destaca a força desta grande mulher, cuja vida serve de exemplo e inspiração para muitas mulheres, seja no esporte ou em qualquer outro setor. Humanizá-la e torná-la alguém próximo de todos nós demonstra como a mulher não é uma super-heroína, mas sim, alguém que batalha porém também sofre e precisa de apoio.

Fotografia

Annie Leibovitz 

fotógrafa nas revistas rolling stone e vanity affair

SOBRE

Você já deve ter visto a famosa fotografia de John Lennon nu abraçando e beijando sua esposa, Yoko Ono, em posição fetal. Essa foi uma das capas mais icônicas da revista Rolling Stone, montada em homenagem à Lennon após sua morte em 1980. A foto, tirada cinco horas antes da morte do músico, tornou-se um marco cultural e uma das principais obras da fotógrafa Annie Leibovitz. 

Hoje, já reconhecida como um grande nome da fotografia, Leibovitz  é lembrada por ser uma das pioneiras na representação feminina em um meio majoritariamente masculino. Seu currículo recheado de imagens icônicas de personalidades famosas destaca seu olhar único e artístico, o que também a tornou em uma das fotógrafas favoritas das celebridades. 

Sua carreira iniciou na revista Rolling Stone nos primeiros anos da publicação, período em que pode experimentar e desenvolver seu estilo, que acabou se tornando uma marca registrada da própria revista. Lá ela acompanhou turnês de grandes bandas do rock e teve a oportunidade de fotografar grandes estrelas da música e personalidades do mundo. Em 1971 foi nomeada chefe de fotografia da publicação, cargo que ocupou durante 10 anos. 

Na década de 1980, seu estilo único de iluminação, colorações e poses ousadas lhe garantiu uma vaga na revista Vanity Fair, especializada em Hollywood, celebridades e cinema. Esse projeto também é marcado por fotografias inesquecíveis, como a foto de capa da atriz Demi Moore grávida e nua, a imagem foi tão marcante que se tornou uma base para ensaios de mulheres grávidas ao redor do mundo.  

Atualmente, ela continua seu trabalho de destaque entre revistas e projetos de renome, como a campanha realizada para a Walt Disney, na qual famosos foram fotografados representando clássicos contos de fadas. Em adicional, suas fotografias atuais contam com maiores retoques de programas de edição, que permitem com que ela transforme ambientes e perspectivas de forma artística. 

Para saber mais sobre sua carreira e suas inspirações, indicamos assistir ao documentário Annie Leibovitz: A Vida Através da Lentes (2007).

cinema

Para todos os garotos que já amei

plataforma: netflix
2018 | 99min

SOBRE

Comédia romântica é vidaaaa! Toda geração tem sua comédia romântica adolescente, e a Netflix quer renovar essa tradição com uma sequência de filmes adolescentes que ganharam destaque do público. 

Além disso, eles querem abrir espaço para representatividade de minorias no cinema, como é o caso de muitos filmes, inclusive “Para todos garotos que já amei”. Baseado no livro best seller de mesmo nome, escrito por Jenny Han, a adaptação cinematográfica é também dirigida e escrita por uma mulheres – Susan Johnson e Sofia Alvarez respectivamente. Além disso, a história tem como protagonista uma menina de origem oriental, uma etnia pouco representada na cultura (e quando representada, ainda muito dependente de estereótipos negativos).

Logo quando lançado, o filme se tornou um dos mais assistidos do streaming e recentemente ganhou uma sequência. Sua narrativa apresenta a história de Lara Jean, uma jovem que tem o hábito de escrever cartas aos garotos pelos quais se apaixona, porém nunca as envia. Todas essas cartas acabam sendo guardadas dentro de uma caixa, lá elas são descobertas pela irmã mais nova de Lara, que acaba enviando-as a todos os garotos endereçados. A partir disso, as confusões se desenvolvem trazendo o melhor do drama das relações adolescentes e os clichês das comédias românticas. 

Em geral, a produção se destaca das demais pelos pequenos momentos de simplicidade e realismo, enquanto ainda abusa do imaginário adolescente e hollywoodiano. Sem falar que, diferente das outras décadas, os romances agora são permeados pelas redes sociais e a exposição na mídia, tema abordado pelo filme de forma natural, e possuem maior abertura para tratar de assuntos como sexualidade, empoderamento feminino e pressões sociais, aspectos que moldam também alguns momentos desta produção.  

Para ver mais produções incríveis da Netflix, feitas por mulheres, sobre mulheres e para mulheres, veja a campanha de curadoria do Dia Internacional da Mulher: Porque Ela Assistiu.

Agora, qual trabalho feminino você gostaria de destacar? Quantas produções femininas você já consumiu? Que tal dedicar mais tempo para consumir e reconhecer trabalhos feitos por mulheres?

Não sabe por onde começar? Fique tranquilo! Temos um blog inteiro recheado de projetos, listas, podcasts e outras produções femininas. Confira: 

Conteúdos produzidos por mulheres!

Confira mais em "ESPECIAL DIA INTERNACIONAL DA MULHER: Coleção de Conteúdos"

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