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Clubinho da Inspiração #5: award season

Bem-vindos ao Clubinho da Inspiração!

Mensalmente, reuniremos algumas das principais indicações de conteúdos que devem justamente inspirar: reflexão, criatividade, sabedoria, emoção e críticas. 

Para o primeiro clubinho de 2020, testamos um formato diferente em homenagem a award season, ou seja, ao período reconhecido pelas principais premiações do mundo do cinema, TV e música. Para isso, sorteamos algumas das principais categorias do Oscar, Grammy e Globo de Ouro, deixando à livre escolha da pessoa uma das produções indicadas a essa categoria.

Todo mês, cada participante indica um conteúdo de forma secreta. As indicações são sorteadas entre o grande grupo (tipo amigo secreto). Cada um fica responsável de consumir o conteúdo que sortear dentro do prazo combinado. 

No dia da reunião do clubinho, além de muita comilança, todos apresentam seus conteúdos, com o objetivo de uma reflexão coletiva e, claro, para tentarmos adivinhar quem o indicou em primeiro lugar. 

1 – Seja criativo;

2- Qualquer produção vale como indicação (não se prenda apenas ao óbvio);

3- Produções que incentivem preconceitos e cultura de ódio estão VETADAS;

4- Tente diversificar e apresentar produções de pouco reconhecimento ou desenvolvidas por minorias sociais;

5- Seja crítico com aquilo que consome (nada de passar pano);

6- No dia da reunião, sempre que possível, traga ceva, comes e boa conversa consigo;

7- Engaje nas conversas dos outros conteúdos que não foram indicados ou sorteados por ti;

8- Venha de mente aberta, sempre!

No momento, os integrantes do clubinho fazem parte da equipe da agência, mas quem sabe, no futuro, você também possa fazer parte. Caso tenha interesse, estamos de portas abertas (nos contate!). 

Agora, as feras indicadoras:

Júlio #boss, Amanda #jornalista (social media e redatora), Daiane #designer (head de criação), Joel #criação e Alan #comercial (ainda criaremos apelidos mais criativos). 

Percebemos que, no mundo de hoje, podemos aprender em espaços que vão muito além de cursos e conteúdos educacionais. 

Ainda mais na era de produção de conteúdo, na qual podemos encontrar e explorar algo interessante e criativo, em grandíssima quantidade, nos mais diversos formatos. 

Pensando nisso, e mergulhados no sentimento de que muitas vezes ficamos perdidos com a quantidade enorme de opções de consumo (todos sabemos o que é demorar horas para escolher algo na Netflix), resolvemos criar uma forma de “trocar” conteúdos. 

Assim, o objetivo é guiar um ao outro em meio à imensidão de produções. Além de aumentar o repertório (algo muito importante quando se trabalha com criatividade) e gerar reflexões mais profundas sobre assuntos que muitas vezes ignoramos.  

INDICADO AO OSCAR DE MELHOR FILME

Adoráveis Mulheres

DIREÇÃO; gRETA gERWIG
2019| 2h 15min

Outros indicados

  • O Irlandês
  • Coringa
  • 1917
  • Parasita
  • História de um Casamento
  • JoJo Rabbit
  • Era uma vez... em Hollywood
  • Ford vs Ferrari

SOBRE

Mesmo já tendo assistido a três dos filmes indicados, nossa jornalista preferiu ir ao cinema – um dos seus programas favoritos – e assistir ao único filme com protagonistas femininas indicado ao Oscar. 

Baseado em um clássico da literatura norte-americana – Little Women (Mulherzinhas) – o filme apresenta a história de quatro irmãs: Jo, Meg, Amy e Beth. O livro, escrito em 1868 por Louisa May Alcott, representa diferentes perspectivas femininas, de mulheres comuns, durante o período pós Guerra da Secessão nos Estados Unidos. Mesmo sendo uma narrativa de mais de um século, os paradigmas enfrentados pelas personagens se mostram bastante atuais ao longo do filme.

Os dilemas do casamento, a liberdade feminina, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho e o reconhecimento do talento feminino são alguns dos temas abordados. O principal destaque vai à metalinguagem que cria um paralelo entre a história da personagem Jo e a vida da escritora Louisa. A última que foi obrigada a criar um par romântico à jovem Jo, quando, na ideia original, ela terminaria o livro solteira. Como uma fala do próprio filme destaca: “Uma personagem feminina ou casa ou morre”. 

Mesmo sendo a quarta adaptação ao cinema, o filme mantém-se novo e envolvente, repleto de diálogos que tocam profundamente em assuntos cernes da vida de todas as mulheres. Como apontado por críticos, cada uma das adaptações representa a posição da mulher naquela época. Nada mais justo do que uma adaptação durante a era de renascimento do movimento feminista, de me too e de crescimento das mulheres no ambiente empresarial.

Por fim, o filme é uma forma importante de representatividade feminina no cinema. As mulheres já tornaram-se protagonistas de filmes de público de massa – como super-heroínas e mestres jedis – mas ainda falta espaço para que a mulher comum seja reconhecida. Isso é ainda mais latente entre filmes de ovacionados pela crítica ou pelas premiações. Narrativas masculinas ou com protagonistas homens sempre tiveram um amplo espaço, enquanto filmes de perspectiva feminina eram considerados de forma pejorativa como “água com açúcar”. Adoráveis Mulheres vem para romper com isso, dando destaque não somente a personagens femininas comuns, mas também, para histórias abordadas pela visão da mulher.

ganhador do oscar de melhor filme

12 Anos de Escravidão

DIREÇÃO: Steve McQueen
2013| 2h 14min

Ganhou também o Oscar por:

  • Melhor Diretor - Steve McQueen
  • Melhor Atriz Coadjuvante - Lupita Nyong'o
  • Melhor Roteiro Adaptado - John Ridley

SOBRE

Outro grupo que ainda busca seu espaço dentro das grandes premiações são os negros. Com poucas indicações ao longo da história, e um número de vitórias ainda menor, é importante destacar os trabalhos que tiveram essa conquista. Essa acabou sendo a escolha do Joel, que dentre os 91 filmes vencedores do Oscar de Melhor Filme, optou por assistir ao longa-metragem ‘12 Anos de Escravidão’, ganhador da estatueta em 2014. 

O filme, que garantiu também o prêmio de Melhor Diretor para Steve McQueen – primeiro negro a ganhar nesta categoria em quase 90 anos de premiação – aborda de forma brutal um dos crimes mais bárbaros da humanidade: a escravidão. 

Prepare-se para fortes emoções e reflexões! A obra é uma adaptação da autobiografia de Solomon Northup, um homem negro livre, violinista em Nova York, que após ser drogado, foi raptado e vendido como escravo no sul dos Estados Unidos. Ao todo foram 12 anos longe da mulher e filhos, longe da liberdade e preso a uma realidade desumana. Seu registro é um dos poucos que consegue denunciar o sofrimento de todo um povo, incluindo os escravos com que ele conviveu e que teve de abandonar ao finalmente voltar para casa. 

O filme ilustra esses acontecimentos de forma bastante honesta, em prol de escancarar a invisibilidade negra, as condições precárias de vida e os abusos vividos – desde o abuso físico até o psicológico. Duas cenas se destacam neste ponto, primeiro o momento em que um dos personagens usa a bíblia para justificar falsamente a escravidão e o açoitamento de negros; por segundo, o monólogo da personagem de Lupita Nyong’o, no qual ela suplica por um banho. 

Dos muitos filmes épicos de drama que já ganharam o Oscar de Melhor Filme, esse é um dos que deixa uma marca inesquecível. Sua brusca realidade é um soco no estômago que nos leva a sofrer em conjunto com todos os personagem a cada cena. É impossível terminar o filme sem um grande peso na consciência ou sem compreender a importância do conceito de dívida histórica.

indicado ao oscar de melhor documentário

Democracia em Vertigem

plataforma: Netflix
2019 | 2h 1min

Outros indicados

  • American Factory
  • The Cave
  • For Sama
  • Honeyland

SOBRE

O Brasil está de volta à disputa do Oscar em grande destaque! Produzido pela Netflix e dirigido por Petra Costa, este documentário político já deu o que falar e foi uma das grande surpresas ao chegar entre os cinco finalistas da categoria de Melhor Documentário. E é claro que a Daia escolheu reconhecer também essa baita produção.

Mas, antes de falar mais sobre o filme em si, é importante destacar algo: documentários são recortes da sociedade, ou seja, eles são feitos a partir da visão do(a) diretor(a). Imparcialidade aqui não tem espaço. Fatos e abordagens, sim. Portanto, não saia chamando um documentário de ficção só porque, por acaso, não concorda com ele. 

Agora, voltando à produção, ela inicia com um paralelo entre a vida de Petra, que se coloca dentro das gravações, e a democracia brasileira. Ambas tem quase a mesma idade e já sofreram com os movimentos totalitários. Entre a visão pessoal de uma e a pública de outra, vemos a história da política brasileira se desenvolvendo. Somos lembrado da criação de Brasília, passamos pelos anos de Ditadura Militar, a eleição do primeiro candidato de partido de esquerda, a sua sucessão pela primeira Presidente mulher e sua queda pelo Impeachment. 

Em meio a tudo isso, o recorte apresentado pela diretora é principalmente voltado ao Partido dos Trabalhadores. Nisso, se destacam as histórias políticas de Lula e de Dilma, além da construção da visão do Impeachment como um golpe. Para embasar esse conceito, o documentário apresenta diversos entrevistados, documentos, reportagens jornalísticas e outros. Seu enfoque também argumenta sobre a narrativa negativa construída pela mídia, que teria demonizado Dilma e endeusado Moro. 

De forma aprofundada, o documentário permite um olhar mais próximo dos acontecimentos. Conseguimos entender a sequência das ações, como uma coisa levou a outra e quais são as principais críticas ao modo como tudo foi desenvolvido. Isso se torna ainda mais íntimo com as diversas imagens de bastidores, que acompanham principalmente Dilma e Lula de próximo, mesmo durante os momentos de crise. Independente de posição política, o documentário se destaca pela maestria de apresentar um situação tão polêmica de forma humanizada, aproximando o sistema político e seus integrantes de nossa realidade.

série indicada ao globo de ouro

The Crown

Plataforma: Netflix
3 temporadas

Outras séries indicadas:

  • Big Little Lies
  • Fleabag
  • Chernobyl
  • The Morning Show
  • Killing Eve

SOBRE

O meme “levanta a cabeça princesa, senão a coroa cai” nunca fez tanto sentido. Como o próprio nome já diz, The Crown (a coroa), vem para escancarar o peso de se carregar uma coroa sobre a cabeça. 

No caso da série, a coroa se refere à família real britânica e suas constantes ações para sobreviver como monarquia. Em meio a queda de monarcas, escândalos pessoais, crises políticas e conflitos entre tradição e modernidade, vemos como a família Windsor se recria para o público e mantém viva a paixão dois britânicos pelo sistema monárquico.

Assim, acompanhamos a rainha Elizabeth e outros personagens importantes de seu entorno – como o primeiro-ministro Winston Churchill – através de 20 anos de história. Para construir com primazia esse cenário, a série aposta em atuações espetaculares, designs fascinantes e uma ótima produção – não para menos que é uma das séries mais caras já produzida.

Focada em diferentes momentos de importância histórica, a série nos aproxima de uma realidade que parece muito distante da nossa, enquanto narra a história britânica e questiona diferentes visões sobre o real papel de uma rainha. Tudo isso sem deixar um bom drama de lado, misturando algumas situações fictícias ou abordagens romantizadas à narrativa não-ficcional. 

Nessa última temporada – a que foi indicada no Globo de Ouro em 2020 – vemos o envelhecimento da monarca, enquanto eles tentam renovar a imagem com a apresentação de seus filhos – a nova geração. Isso tudo durante a década de 1960, quando a monarquia não parece exatamente a coisa mais moderna ou popular. Vale a pena acompanhar a mudança dos atores e os diferentes paradigmas pessoais que cada episódio apresenta. Em particular, recomendamos o terceiro episódio, que aborda o desastre de Aberfan, similar ao desastre de Brumadinho (em uma menor proporção). De qualquer forma, é uma grande indicação para os fãs de dramas históricos ou aqueles que querem aprender um pouco mais.

indicado ao grammy de melhor álbum

when we all fall asleep where do we go

artista: billie eilish
2019 | 14 faixas | 42 min

Outros indicados

  • “Norman f***ing Rockwell!” (Lana Del Rey)
  • “Cuz I love you” (Lizzo)
  • “I used to know her” (H.E.R.)
  • "Thank U, Next" (Ariana Grande)
  • “7” (Lil Nas X)
  • “Father of the bride” (Vampire Weekend)
  • “I, I” (Bon Iver)

SOBRE

Depois de escutar alguns dos álbuns indicados, nosso boss ficou intrigado ao ouvir a primeira faixa do álbum da jovem Billie Eilish. Com apenas 14 segundos e sem melodia, a faixa introduz uma fala da cantora e abre espaço para a sua música de grande sucesso ‘Bad Guy’. Assim, já estava feita a sua escolha. 

E tudo isso aconteceu antes da premiação – no domingo do dia 26 de janeiro – na qual Billie ganhou os prêmios de Álbum do Ano, Artista Revelação, Gravação do Ano e Música do Ano. Isso fez com que ela entrasse para história como a primeira mulher a ganhar os principais quatro prêmios da noite de uma só vez, além de ter batido o recorde como a artista mais jovem a ganhar o prêmio principal – com apenas 18 anos. 

Difícil negar que ela é um talento em ascensão. Esse que é seu primeiro álbum, gravado em casa e em parceria com seu irmão e produtor Finneas, foi uma comprovação do sucesso que ela estava cultivando desde os 15 anos na internet. Depois de gravar sua primeira música ao treze anos – Ocean Eyes – suas produções musicais começaram a ganhar espaço e reconhecimento aos poucos, enquanto os jovens da Geração Z se viam representados por sua presença melancólica e um tanto esquisita. 

A melodia minimalista, os vocais sussurrados e as letras mais líricas abriram espaço para conversas sobre sentimentos profundos que aterrorizam muitos dos adolescentes:  dependência química, saúde mental e suicídio. No álbum ‘When We All Fall Asleep, Where Do We Go?’, vemos uma evolução disso, com seu lado obscuro mais acentuado em meio a batidas, distorções e remixes que saem do padrão e misturam o pop, eletrônica e hip-hop. Suas letras se tornam ainda mais macabras, repletas de referências a emoções e problemas comuns da juventude atual. 

Por muitos da crítica, sua música é como um novo fôlego ao pop tradicional, uma renovação de gêneros e uma abertura para uma nova forma de produção musical. Uma produção mais caseira, independente e aberta à experimentação desde cedo. Não é para menos que ela e a maioria dos outros indicados ao Grammy são jovens artistas, que começaram a colher seus sucesso primeiro na internet e depois no Mainstream. Assim como ela, todos são pioneiros de uma nova fase na música e merecem muito um espacinho em nossa contas do Spotify.

Já está pronto para acompanhar as premiações? Qual a sua aposta para ganhar? Ou quem você gostaria que ganhasse? 

No mês que vem estamos de volta com mais conteúdos inspiradores. Por enquanto, fique com as antigas edições do Clubinho:

Continue na vibe de premiações!

Confira o melhor de 2019 no "Clubinho da Inspiração #4: melhores do ano"

Para maratonar!

O melhor do audiovisual em "Clubinho da Inspiração #2: a era do audiovisual"

Cineminha para o finde!

Confira as "14 produções audiovisuais para conhecer mais sobre comunicação, criatividade e marketing".

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