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Clubinho #10: temporada de premiações

Bem-vindos ao Clubinho da Inspiração!

Mensalmente, reuniremos algumas das principais indicações de conteúdos que devem justamente inspirar: reflexão, criatividade, sabedoria, emoção e críticas. 

Para o primeiro clubinho de 2021, voltamos a homenagear a award season, ou seja, ao período reconhecido pelas principais premiações do mundo do cinema, TV e música. Para isso, sorteamos algumas das principais categorias das premiações mais famosas, deixando à livre escolha da pessoa uma das produções indicadas a essa categoria.

Todo mês, cada participante indica um conteúdo de forma secreta. As indicações são sorteadas entre o grande grupo (tipo amigo secreto). Cada um fica responsável de consumir o conteúdo que sortear dentro do prazo combinado. 

No dia da reunião do clubinho, além de muita comilança, todos apresentam seus conteúdos, com o objetivo de uma reflexão coletiva e, claro, para tentarmos adivinhar quem o indicou em primeiro lugar. 

1 – Seja criativo;

2- Qualquer produção vale como indicação (não se prenda apenas ao óbvio);

3- Produções que incentivem preconceitos e cultura de ódio estão VETADAS;

4- Tente diversificar e apresentar produções de pouco reconhecimento ou desenvolvidas por minorias sociais;

5- Seja crítico com aquilo que consome (nada de passar pano);

6- No dia da reunião, sempre que possível, traga ceva, comes e boa conversa consigo;

7- Engaje nas conversas dos outros conteúdos que não foram indicados ou sorteados por ti;

8- Venha de mente aberta, sempre!

No momento, os integrantes do clubinho fazem parte da equipe da agência, mas quem sabe, no futuro, você também possa fazer parte. Caso tenha interesse, estamos de portas abertas (nos contate!). 

Agora, as feras indicadoras:

Júlio #boss, Amanda #jornalista (social media e redatora), Daiane #designer (head de criação), Joel #criação e Alan #comercial (ainda criaremos apelidos mais criativos). 

Percebemos que, no mundo de hoje, podemos aprender em espaços que vão muito além de cursos e conteúdos educacionais. 

Ainda mais na era de produção de conteúdo, na qual podemos encontrar e explorar algo interessante e criativo, em grandíssima quantidade, nos mais diversos formatos. 

Pensando nisso, e mergulhados no sentimento de que muitas vezes ficamos perdidos com a quantidade enorme de opções de consumo (todos sabemos o que é demorar horas para escolher algo na Netflix), resolvemos criar uma forma de “trocar” conteúdos. 

Assim, o objetivo é guiar um ao outro em meio à imensidão de produções. Além de aumentar o repertório (algo muito importante quando se trabalha com criatividade) e gerar reflexões mais profundas sobre assuntos que muitas vezes ignoramos.  

INDICADO AO OSCAR DE MELHOR FILME

O Som do Silêncio

Plataforma: amazon prime video
2020| 2h

Outros indicados

  • Nomadland
  • The Father
  • Judas and the Black Messiah
  • Mank
  • Minari
  • Bela Vingança
  • Os 7 de Chicago

SOBRE

Após dois anos de pandemia, um filme como O Som do Silêncio surge quase que perfeitamente para gerar reflexões mais do que necessárias.

Sua história nos apresenta Ruben, um baterista de uma banda de metal que enfrenta a dura realidade de perder algo que lhe é tão valioso: a audição. Aos poucos, acompanhamos o som se esvair e o silêncio tomar conta, literalmente – o filme, ganhador do Oscar de Melhor Edição de Som, em diversos momentos edita seu som para nos fornecer a mesma experiência auditiva que o personagem está vivenciando. 

Mas o grande trunfo desta produção não para nos elementos técnicos. Sua alma está em entendermos que esta não é somente uma história sobre surdez – por mais que ela seja incrível ao nos aproximar de um mundo que poucos conhecem ou tem convivência. De certa forma, seus reais temas principais são mais palpáveis e vão de encontro ao que vivemos hoje em dia. 

Ao buscar ajuda em uma comunidade de surdos, Ruben não recebe respostas a sua questão física, mas sim apoio para superar e cuidar de sua saúde mental. Nessa jornada, ao seu lado, somos obrigados a encarar a realidade da perda (tanto de algo quanto do controle). Vemos o quão viciante o passado pode ser, a ponto de fazermos tudo para que não seja preciso mudar ou seguir em frente.

Nos seus altos e baixos, percebemos que os momentos difíceis ou as derrotas não são seguidas de superações romantizadas, como nos filmes, mas sim fazem parte de um longo caminho de aceitação, uma tarefa complexa que exige uma compreensão básica: é preciso saborear os momentos de serenidade em meio ao caos que é a vida.

Recomendamos assistir ao filme e reservar alguns minutos para refletir depois. Certamente, irá lhe fazer pensar sobre o que estamos enfrentando atualmente e como podemos lidar com isso.

indicado ao oscar de melhor documentário

Crip Camp: revolução pela inclusão

plataforma: Netflix
2020 | 1h 48min

Outros indicados

  • Agente Duplo
  • Collective
  • Professor Polvo
  • Time

SOBRE

“Este acampamento mudou o mundo e ninguém conhece essa história”. A fala de Jim LeBrecht, um dos diretores deste documentário, explica a magnitude de dar voz a esta história.

Durante as décadas de 1950 e 1970, o acampamento de verão Janed recebeu diversos jovens e adultos com algum tipo de deficiência física ou intelectual, além de níveis de lesão ou comprometimentos na comunicação. Seu espaço livre, em harmonia com a contracultura da época, ofereceu a este grupo marginalizado da sociedade a oportunidade de viver com naturalidade seus verdadeiros eus, descobrindo o mundo sem barreiras e sem ninguém para impô-las. Longe da superproteção familiar, do isolamento de instituições especiais ou do julgamento social, eles se viam libertos de sentimentos como exclusão e pena, podendo ter seu espaço e tempo de fala, além de exercer atividades e responsabilidades como qualquer pessoa.

Em meio a esse senso de comunidade e evolução pessoal surgiu o que viria a ser o início do movimento pelo direito das pessoas com deficiência. Vale lembrar que naquela época, pouco se falava sobre acessibilidade e inclusão, muito menos se via isso em prática nas ruas ou locais públicos. Se hoje ainda enfrentamos esse descaso, imagine há mais de 40 anos.  

Muitos dos integrantes do acampamento participaram e lideraram passeatas e ações em prol da busca por esses direitos, como foi o caso da ocupação do Departamento de Saúde, Educação e Bem-Estar de San Francisco durante 25 dias, liderada por Judy Heumann. Estes momentos ganham destaque ao longo do filme, dando a visibilidade e importância renegadas a esta luta. 

Percebemos logo o quão importante ela ainda é, principalmente em um momento em que começamos a discutir e refletir sobre capacitismo – termo utilizado para descrever atitudes que discriminam ou subestimam socialmente pessoas com alguma deficiência. Afinal, os direitos e o reconhecimento legal são essenciais, mas também é preciso que a sociedade seja um reflexo destas mudanças.

série ou minissérie indicada ao globo de ouro

O Gambito da Rainha

Plataforma: Netflix
7 episódios

Outras séries indicadas:

  • Schitt's creek
  • Ozark
  • The Undoing
  • The Great
  • Ratched

SOBRE

Se você ainda não viu essa, já tá mais do que na hora de ir maratonar!

A minissérie de sucesso, que quebrou o recorde de série mais assistida da Netflix, ficando em primeiro lugar em mais de 60 países, tem uma atração mágica que te faz devorá-la em poucos dias, senão em um só. 

Sua história, baseada em um livro com o mesmo nome, nos apresenta a pequena Beth, uma jovem que se vê presa às duas moedas de uma mesma realidade: a genialidade e a insanidade. Tudo isso enquanto enfrenta os preconceitos e dificuldades de ser uma das únicas mulheres no meio do xadrez, nas décadas de 1950 e 1960.

A conhecemos em um orfanato, após a morte misteriosa de sua mãe. Lá ela descobre tanto seu talento para o xadrez ao aprendê-lo com a ajuda do zelador, quanto seu vício por remédios – o que ainda evoluiria para bebidas e outros. Ambas situações estão fortemente relacionadas, já que os remédios para dormir e suas alucinações oferecem a oportunidade de Beth praticar seu interesse pelo xadrez mesmo sem um tabuleiro (tem que assistir pra entender).

Com uma narrativa redonda, sem furos, enrolações ou decepções, mas muitas reviravoltas, acompanhamos seu crescimento, sua adoção e, principalmente, sua carreira como jogadora de xadrez. Os desafios e sua determinação para enfrentá-los, ao lado de suas vulnerabilidades, autocobranças e inseguranças, nos apresenta à uma personagem feminina de verdade, algo que sempre buscamos, mas raramente recebemos.

Logo, nos vemos atraídos pelos seus problemas emocionais e como eles se expressam em diferentes situações, ao mesmo tempo, que torcemos por seu grande momento. Da mesma forma, percebemos o quão divertido e complexo o jogo de xadrez pode ser, com diversas jogadas, aberturas e derrocadas em poucos segundos. Não é à toa que a obra levou ao crescimento gigantesco nas vendas de tabuleiros de xadrez. 

Sem dúvida, vale a pena colocar essa na lista!

Indicado do SXSW 2021 - South by Southwest®

HOLORIDE

SXSW Pitch
Best in Show (Melhor da Mostra)

SOBRE

Este daqui vai te surpreender e mudar a forma como você enxerga uma voltinha de carro para sempre!

Apresentado como “realidade virtual encontra o mundo real”, o Holoride é uma tecnologia que busca fazer com que cada viagem de carro se torne uma experiência única para todos os passageiros. Para isso, eles utilizam o XR (extended release ou realidade aumentada), o que permite capturar os movimentos físicos do veículo e do ambiente em tempo real, transformando e incluindo isso a uma experiência hiper imersiva, similar a um videogame.

Assim, cada realidade virtual será moldada e personalizada conforme o trajeto, dependendo de dados como: curvas, aceleração do carro e até o ambiente ao redor, incluindo pedestres e barulhos, por exemplo. O intuito é apresentar diferentes experiências animadas e surreais, aproximando-as da realidade física. 

E os benefícios não param por aí! Dado a perfeita sincronia entre os movimentos do carro e o circuito do jogo, testes concluíram que a tecnologia também ajuda na redução de enjoos durante a viagem. A ocorrência de náuseas é bastante comum para muitas pessoas, sendo uma consequência da contradição entre nosso estado “parado” e a visão periférica do ambiente em movimento. Com a realidade virtual em movimento paralelo ao que vivenciamos, esse fator se extingue. 

A tecnologia foi desenvolvida por engenheiros da Audi Electronics Venture GmbH, mas seu intuito é comercializá-la também para outros fabricantes de automóveis. Os primeiros mundos virtuais deste projeto de demonstração foram criados em cooperação com os especialistas da Disney em Jogos e Experiências Interativas.

Sua apresentação fez parte do SXSW Pitch, que reúne as tecnologias mais empolgantes, inovadoras e de ponta do ecossistema de startups globais. Nele ela foi premiada nas categorias: entretenimento, jogos e conteúdo e Best in Show (Melhor da Mostra). Podemos entender o porquê, né?!

indicado ao grammy de melhor álbum

folklore

artista: Taylor Swift
2020 | 17 faixas | 1h 7m

Outros indicados

  • “Chilombo" - Jhené Aiko
  • “Black Pumas" - Black Pumas
  • “Everyday Life" - Coldplay
  • “Djesse Vol. 3" - Jacob Collier
  • “Women in Music Pt. III" - Haim
  • “Future Nostalgia" - Dua Lipa
  • “Hollywood’s Bleeding" - Post Malone

SOBRE

Em seu terceiro prêmio de melhor álbum do ano pelo Grammy, Taylor se reinventa e apresenta o que muitos consideram seu melhor álbum até hoje!

Já é de sabedoria popular que a cantora se tornou popular por relatar em suas músicas experiências pessoais e, principalmente, seus muitos relacionamentos, mas aqui vemos uma nova e diferente abordagem ao seu maior talento: a composição. Desta vez, suas letras exploram um mundo mais distante de sua realidade, ao mesmo tempo que mergulham em sentimentos conhecidos e profundos da cantora. Vemos diferentes personagens e perspectivas, em meio à construção de diferentes realidades repletas de metáforas e experiências fantasiosas.  

Por exemplo, já na primeira música acompanhamos sua imaginação refletindo sobre como sua vida seria diferente se um antigo amante fosse o amor de sua vida. Na poderosa música “My Tears Ricochet” vemos o suposto enterro de Taylor, repleta de indiretas à sua briga com sua ex-gravadora. Também temos a trilogia “The Teenage Love Triangle”, composta pelas músicas “Cardigan”, “August” e “Betty”, que mostram três diferentes perspectivas de uma mesma situação. 

Além disso, a própria estética do álbum, com a foto de capa em tons acinzentados, nos introduz a alma deste trabalho. Aqui nada é preto no branco. As histórias são sobre humanos que erram, amam, sofrem e amadurecem

Tudo isso vem lado a lado a uma melodia mais folk, sintonizando o ritmo famoso por letras que contam histórias de forma poética mesclando reflexões sobre o povo e sobre seus folclores. Assim, a artista iniciada no country pop e mundialmente reconhecida pela sua era pop mainstream, faz sua estreia em melodias mais indies.

Igualmente, seu lançamento foge das vias mais populares – sem grande publicidade prévia ao lançamento ou grandes divulgações na mídia. Mesmo assim, ele se torna um dos mais ouvidos do streming de músicas e garante recordes nunca antes alcançados por Swift. Com certeza, vale alguns segundos do seu dia!

um esnobado das premiações

Malcolm & Marie

plataforma: netflix
2021 | 1h 46min

SOBRE

Ele não foi indicado a nenhuma premiação, mas ganhou o coração do nosso boss!

Uma das apostas da Netflix para a época de premiações, o filme Malcolm e Marie é simples e minimalista, mas recheado de conceitos e carregado por duas grandes atuações: John David Washington (famoso pelo filme Infiltrados no Klan) e Zendaya (antiga estrela da Disney e atual destaque da série Euphoria). 

Nele acompanhamos as profundidades, contrastes e realidades de um relacionamento em meio a uma DR daquelas, repleta de altos e baixos. Tudo ocorre após a estreia do longa-metragem dirigido por Malcolm, e supostamente inspirado na vida de Marie. Acontece que ela não foi citada nos agradecimentos da obra, algo que fica engasgado até explodir, dando início a uma discussão repleta de agressões verbais e emocionais. 

Nesse desequilíbrio entre ambos, vemos claramente o que os separa e os une. As suas personalidades totalmente diferentes, principalmente quando se trata de lidar e dar voz aos sentimentos, se chocam, se complementam, mas também se conhecem o suficiente para saber onde dói mais. Logo, o que começou pequeno avança com brutalidade a uma troca de dores ou uma batalha de egos, enquanto mistura-se a falas sobre o mundo cinematográfico e racismo. 

Toda a história é registrada em preto e branco, com um cenário fixo, sem muita ação e tudo se passa em apenas uma noite. Em muitos momentos, os atores estão até atuando e falando sem aparecer na cena, o que traz um aspecto mais real do que está ocorrendo, além de um que de teatral. Dessa forma, sua mágica fica por conta da fotografia e dos monólogos de peso entoados por cada personagem

Além de escolhas estéticas e artísticas, o filme também pega esse caminho devido a sua produção ser 100% durante a pandemia – feita com todos os integrantes isolados e sem grandes recursos externos. Uma nova abordagem em tempos diferentes que merece sua atenção!

Acompanhou as premiações? Qual ganhadores ou esnobados você mais curtiu?

Logo logo estamos de volta com mais conteúdos inspiradores. Por enquanto, fique com as antigas edições do Clubinho:

Continue na vibe de premiações!

Confira o melhor de 2020 no "Clubinho da Inspiração #9: melhores do ano"

Para relembrar!

O melhor das premiações de 2020 no "Clubinho da Inspiração #5: award season"

Cineminha para o finde!

Confira as "14 produções audiovisuais para conhecer mais sobre comunicação, criatividade e marketing".

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