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10 filmes para conhecer a essência do cinema brasileiro

 No dia em que celebramos a magia da sétima arte e suas produções nacionais, nada mais justo do que reconhecer esse ramo que mesmo negligenciado ou desconhecido por muitos dos brasileiros, oferece muita qualidade e genialidade ao retratar a cultura de um país tão diversificado, de formas artísticas experimentais e únicas.

 Com isso em mente, destacamos alguns dos filmes que devem entrar na lista de futuras sessões de cinema. Nada de Tropa de Elite ou outros filmes que você com certeza já deve ter visto nos cartazes dos cinemas. Buscamos os clássicos e os destaques atuais que compõem um perfil de produção audiovisual brasileira com características próprias como: crítica social; inspiração literária; diálogos e silêncios essenciais; fotografia revolucionária e ao mesmo tempo simples, mas cheia de simbologias; baixo orçamento; e personagens de garra;

Rio, 40 graus (1955)

Um semi-documentário que acompanha a vida de cinco crianças durante o calor escaldante do Rio de Janeiro, enquanto elas vendem amendoim em pontos turísticos da cidade: Copacabana, Pão de Açúcar e Maracanã. Uma produção que sofreu com a pressão da censura durante a ditadura militar, mas sobreviveu para se tornar uma das precursoras do Cinema Novo, movimento que revolucionou o cinema nacional, a refugar as produções no estilo hollywoodiano. Direção: Nelson Pereira dos Santos

O pagador de Promessas (1962)

Baseado na peça teatral homônima de Dias Gomes, a história acompanha um homem que, em nome da vida de seu burro de estimação, inicia uma jornada em busca de pagar uma promessa, o que o leva do sertão da Bahia até Salvador. O filme é a única produção brasileira a receber o grande prêmio da Palma de Ouro no Festival de Cannes, além de ter sido indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e ter participado de outras premiações internacionais. Direção: Anselmo Duarte

Vidas Secas (1963)

Baseado na obra homônima de Graciliano Ramos, neste filme acompanhamos a história de batalha pela sobrevivência de uma família em meio ao sertão árido do nordeste brasileiro. A produção foi indicada ao Palma de Ouro no Festival de Cannes e também reconhecida pela British Film Institute como um dos 360 filmes que todos devem ter em sua coleção (sendo a única obra brasileira na lista). Direção: Nelson Pereira dos Santos

Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976)

Mais um clássico da literatura levado às telas do cinema, o filme baseado no livro homônimo de Jorge Amado conta a história da jovem Dona Flor que, após a perda do primeiro marido em pleno carnaval, embarca em um segundo casamento com um homem de personalidade oposta, Todavia, o falecido continua a persegui-la. A produção, durante 34 anos, foi a recordista de público nos cinemas, com mais e 10 milhões de espectadores. Direção: Bruno Barreto

Cabra Marcado para Morrer (1984)

Uma obra de grande história, este documentário iniciou sua produção em 1964, com o objetivo de contar a história do líder da liga camponesa de Sapé, na Paraíba, que havia sido assassinado dois anos antes. Porém, as filmagens foram interrompidas devido o golpe militar. Ela seriam retomadas 17 anos depois, quando Coutinho retornou ao local e reencontrou a viúva e outros personagens que haviam feito parte dessa história. Direção: Eduardo Coutinho

Central do Brasil (1998)

Um filme de magnitude internacional, ele conta a história de aprendizagem de uma ex-professora que se vê em uma viagem pelo Brasil para ajudar um menino que perdeu a mãe em um acidente de trânsito, com o objetivo de localizar o pai que ele nunca conheceu. A produção venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, além de outras premiações internacionais nesta mesma categoria. O reconhecimento também aconteceu por parte do Oscar, que indicou o filme à Melhor Filme Estrangeiro e a atriz Fernanda Montenegro ao prêmio de Melhor Atriz. Direção: Walter Salles

O Auto da Compadecida (1999)

História com viés de cordel baseada na peça teatral homônima de Ariano Suassuna. A história tem enfoque em dois personagens e suas aventuras e trambiques no sertão. É uma grande homenagem a cultura nordestina, além de ser revolucionário no trato de figuras religiosas de forma cômica. Recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, além de ser um dos filmes da lista com maior popularidade. Direção: Guel Arraes

Cidade de Deus (2002)

Provavelmente o filme brasileiro mais reconhecido mundialmente, ele conta a história, desde a infância até a vida adulta, de dois personagens em meio as favelas do Rio de Janeiro. Um deles que acaba se tornando um fotojornalista e o outro um chefe do tráfico. O roteiro é baseado no livro de Paulo Lins e a produção concorreu a quatro categorias do Oscar: Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia. Direção: Fernando Meirelles Codireção: Kátia Lund

Carandiru (2003)

Baseado nas experiências de Dráuzio Varella e em seu livro Estação Carandiru, o filme apresenta a realidade bruta e quase animalesca dos presidiários da extinta Casa de Detenção, conhecida como Carandiru. Tudo isso nos olhares do médico que tem como trabalho a prevenção à AIDS. O enredo segue até o massacre ocorrido em 1992, quando 111 presos foram assassinados por polícias. Direção: Hector Babenco

Que horas ela volta? (2015)

Neste filme, premiado mundialmente, acompanhamos a história de uma empregada doméstica e babá, interpretada por Regina Casé, que vive diariamente na casa da família (de classe média alta) para qual trabalha. Após anos sem ver a filha, a qual ela deixou em Pernambuco, as duas se reencontram quando a jovem vem para São Paulo com o objetivo de realizar o vestibular. É nesta visita que surgem várias situações no enredo que questionam a desigualdade social e sistema de classes econômicas no Brasil. Direção: Anna Muylaert

BÔNUS

Edifício Master (2002)

Tatuagem (2013)

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