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Big Data: a revolução dos dados

Informação é a base de tudo que fazemos

Mas, por muitos séculos, a informação era escassa e de difícil acesso. Estar bem informado dependia da classe social, do acesso à educação e das ferramentas de comunicação: as clássicas cartas, jornais, comunicados oficiais e livros eram as poucas formas de se comunicar e adquirir informação.

Dados são informação pura!

Chegamos, então, às transformações digitais. A democratização da informação fez com que todos com acesso à internet e dispositivos digitais pudessem produzir dados e ter acesso à eles. Além de informações básicas da vida em geral, tornamos todas as ações digitais em dados, desde as redes sociais, o que consumimos, até nossa localização.

Essa quantidade massiva de dados se tornou ouro para as empresas. Saber especificamente o comportamento, gostos, localidades e as informações mais variadas sobre um grupo de pessoas é a garantia de estar um passo à frente em todas as suas ações.

Chegamos então ao fenômeno Big Data, ou seja, o caminho para inovação, gestão, competitividade e conhecimento.

Mas o que é Big Data? 

Dos diversos conceitos apresentados por estudiosos, podemos resumir Big Data como um conjunto gigantesco de dados disponíveis via rede. É informação pura e variada em quantidade massiva.

Imagine que cada ação sua digitalmente produz dados. Um clique, um like, uma pesquisa no Google, o acesso no Google Maps, o check-in no Facebook, a hashtag no Instagram, as compras on-line, as músicas que escuta no Spotify, filmes que maratona na Netflix e e-mails que envia no trabalho, exatamente tudo que você faz vira dado. Então, imagine a quantidade de dados que existem, só a espera de serem utilizados.

A quantidade é tão enorme que geralmente esses dados não podem ser acessados, armazenados, gerenciados e analisados de forma convencional, por meio de base de dados ou na memória do computador, é necessário profissionais especializados, além de tecnologias e algoritmos designadas especificamente para processá-los.

Dessa forma, além do quesito quantidade, o big data é também inovação no uso dos dados, a partir de um conjunto de técnicas e tecnologias aprimoradas para manipulação e processo de dados.

Os 5 V’s 

VOLUME
Quantidade de dados
1
VELOCIDADE
Instantaneidade na criação e propagação dos dados
2
VARIEDADE
Diversidade de dados
3
VERACIDADE
Credibilidade e confiabilidade dos dados
4
VALOR
Importância dos dados no ramo da pesquisa e no mercado
5

Os benefícios  

O big data tornou-se o caminho mais eficaz para adquirir valor a marca e aprimorar as atividades como empresa. Isso acontece porque com o acesso e análise de dados é possível entender o impacto da marca e o comportamento dos consumidores, assim, atos como planejar e guiar o negócio para novos caminhos, estar a frente no mercado e medir performances da marca podem ser mais precisos.

Um exemplo básico é que por meio da análise e cruzamento de diferentes dados é possível estabelecer um padrão de comportamento e gostos dos consumidores que transitam em um raio de tantos quilômetros ao redor de um estabelecimento.

Outro exemplo pode valer para decisões dentro da empresa e de ações no mercado. Com dúvida de dar o próximo passo? É possível analisar as empresas concorrentes em relação a ação que planeja tomar, dessa maneira, você consegue avaliar qual o melhor caminho a seguir no mercado, para se destacar e investir em ações certeiras.

Como sociedade, o big data também possui grande importância, pois permite analisarmos grandes problemas sociais e pesquisarmos soluções para resolvê-los, como questões de saúde, sistemas políticos, erradicação da fome, controle de desastres naturais, prevenção de crimes, mobilidade urbana, estatísticas sócio-econômicas, pesquisas espaciais, acesso a educação, entre vários outros.  

Polêmicas  

Como todos os processos que surgiram com a tecnologia, existem formas positivas e negativas de utilizá-los. Por isso, questões éticas e humanas são importantes para delimitarmos as fronteiras entre o que é correto ou não. Infelizmente, a inovação é tão rápida, que os fatores legais, éticos e morais não conseguem acompanhá-los na mesma velocidade, o que abre espaço para o uso indevido, como acontece com o big data.

À vista disso, o acesso aos dados gerais da população geram diversas polêmicas e questionamentos sobre ética e privacidade. Até que ponto podemos ter acesso aos dados de um indivíduo sem ser invasão de privacidade? A venda dos nossos dados sem nosso conhecimento ou autorização é antiético? E como e para o que utilizamos os dados também deve ser avaliado? Manipular a população e induzi-la a certas ações com base em dados é correto?

Prova do ENEM de 2018 abordou a temática de forma reflexiva como tema da redação. 

As dúvidas surgem principalmente em relação a estratégias de marketing no âmbito do consumo e da política. Com diversas análises sobre influência em épocas eleitorais e incentivo ao consumo desmedido. Além de questionamentos sobre a homogeneização de comportamentos, a criação de bolhas sociais, o aumento de fronteiras sociais e a propagação de fake news.

Por isso, como empresa, é preciso sempre refletir sobre as atitudes tomadas. Investir em big data é essencial para avançar como marca, mas sempre de forma consciente. Além de negócios, hoje o mundo exige marcas que tenham responsabilidade social, portanto, que reflitam sobre as consequências e influências de suas ações.

As ferramentas 

Qual a melhor ferramenta para sua empresa?

Descubra mais neste texto do site Transformação Digital

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