Como as cores são percebidas ao redor do mundo?

O que cada cor significa para você? Quais sentimentos elas transmitem?

Essas questões pode não ser muito relevantes a muitas pessoas, mas quando se trata de setores como marketing, produção de conteúdo e criação, o significado das cores é essencial. Ao escolher qual cor utilizar, os profissionais dessas áreas estão escolhendo, ao mesmo tempo, seu público alvo, a mensagem e o sentimento que será transmitido.

Quando se trata de materiais publicitários e identidade de marca, isso se torna ainda mais decisivo, pois definirá tanto o posicionamento da empresa quanto sua personalidade. Ou seja, a cor pode ser definitiva para o sucesso de um negócio, mesmo que não se perceba. 

Pensando nisso, um grupo resolveu aprofundar esse conhecimento e questionou-se: como as cores são vistas globalmente? Levando em conta as diferentes culturas e costumes, será que as perspectivas ensinadas em cadeiras como “psicologia das cores” realmente abrangem uma visão internacional?

Assim surgiu a pesquisa desenvolvida por Cassandra King, que entrevistou 2,2 mil pessoas em mais de 50 países ao redor do mundo. O método utilizado foi simples: cada entrevistado teve de assinalar uma palavra a uma cor, totalizando oito cores diferentes. Acompanhe as conclusões desta pesquisa neste texto, com citações traduzidas livremente da pesquisa. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui!

VERMELHO

  • paixão (10,58%)
  • amor (10.49%)
  • poder (6.63%)
  • raiva (5.36%)
  • sangue (5.31%)
  • perigo (4.68%)

O vermelho é uma cor intensa que pode apresentar significados drasticamente diferentes. Enquanto representa paixão e amor para a maioria das pessoas, pode também, pelo outro lado, representar conceitos como raiva e poder

Por exemplo, na Indonésia, o vermelho é relacionado a bravura e sangue. No Quênia, a cor é mais lembrada como indicativo de perigo

De forma geral, o vermelho carrega uma forte carga emocional que comanda atenção. Por causa disso, ela é usualmente utilizada em placas de “PARE”, sinaleiras, alarmes de incêndio, logos de estabelecimentos de fast food, e até em capas de livros e enciclopédias.

Dentre as marcas mais reconhecidas por utilizarem o vermelho estão: Coca-Cola, Renner e Red Bull. Elas são marcas com atitude e que buscam atenção de massa, o que vai de encontro a proposta de suas cores. 

Perceba como o vermelho está presente ao longo de todo o vídeo por meio de detalhes, sempre conectando o público à marca.

AZUL

  • água + mar + oceano (13.22%)
  • calma (12.31%)
  • descolada (6.31%)
  • céu (5.99%)
  • paz (4.9%)
  • tristeza (3.36%)

Imediatamente associado ao azul do céu e das águas do mar, o azul está sempre ao nosso redor, o que o torna familiar e reconfortante

Curiosamente, por ser uma cor bastante utilizada em logos ou publicidades de bancos/cartões de crédito e companhias de advocacia, alguns países, como a Dinamarca, descreveram o azul como conservador e entediante. Em aspectos mais positivos, a cor também foi ligada aos sentimentos de confiança e fidelidade

No Brasil, a cor é bastante utilizada por marcas com intuito de transmitir limpeza, imparcialidade e tecnologia. Como é o caso da Rede Globo, que utiliza cores sóbrias e tonalidades de azul para criar valores como credibilidade e contemporaneidade

Por isso, uma variedade de empresas de diferentes nichos utilizam o azul como cor de marca. Por exemplo, a Oreo, Facebook e Hering não possuem muito em comum quando se trata de oferta, mas as três têm o azul como cor principal. De forma geral, essa escolha pode partir da mesma ideia: de que o azul cria maior confiança entre os usuários e a marca.

VERDE

  • natureza (16.89%)
  • grama (6.31%)
  • vida (5.13%)
  • frescor (4.41%)
  • crescimento (2.95%)
  • saúde (2.45%)

Não há cor com laços mais próximos ao planeta Terra e meio ambiente do que o verde. Tanto que ela é universalmente associada à natureza, vida e frescor

Fora isso, o verde também tem conexões únicas. Por exemplo, ele pode significar esperança em países como, França, Espanha, Portugal e Brasil. Nos Estados Unidos, a cor tem fortes ligações com a noção de dinheiro, devido à coloração da nota do dólar ser verde desde 1860.

Em geral, o verde é bastante utilizado para tudo que é conectado a saúde e meio ambiente. O que deve ser utilizado com cuidado pelos profissionais, pois não podemos acabar caindo na prática errônea do greenwasing.

Não sabe o que é greenwashing?

Descubra o que o termo significa em nosso texto.

Fugindo da ideia de natural, temos ótimos exemplos positivos de marcas que utilizam o verde. No ramo da saúde, há a Unimed. No campo das bebidas, há a famosa Heineken. Ligado ao campo e sustentabilidade, temos o banco Sicredi. Até dentre as mais modernas, temos Spotify e Starbucks.

A cor se torna tão marcante para marca que a identifica também no ambiente empresarial.

AMARELO

  • sol (12.76%)
  • felicidade (8.81%)
  • claridade (5.54%)
  • calor (2.59%)
  • terra (2.36%)
  • claro (1.82%)

Como é perceptível, amarelo é a cor mais animada e alegre de todas, de acordo com o público. 

Isso se dá por ela ser uma cor naturalmente viva e fácil de se encontrar na natureza, além de sua semelhança ao ouro/dourado. Talvez seja por isso que ela é associada à riqueza em países como China, Canadá, EUA, África do Sul e Alemanha. 

Em virtude de sua luminosidade e tons mais claros, o amarelo é usualmente utilizado para traços de destaque ou fundo em peças de design. Isso não significa que ele não trabalhe bem como uma cor primária para publicidade, contudo, devido sua maior dificuldade de legibilidade e acessibilidade, ela é pouco utilizada em escritas, o que muitas vezes significa marcas. 

Em marcas como Snapchat e Nikon, mesmo que a cor não seja da fonte ou símbolo, mas sim, o fundo no qual está posto, o amarelo se torna a mais importante, pois tem o trabalho de chamar atenção do olhar do público e tornar a marca memorável. Um ótimo exemplo disso é o retângulo da National Geographic, automaticamente conectado a marca, mesmo sem o nome ao seu lado. 

ROXO

  • realeza (12.9%)
  • calma (3.81%)
  • flores (2.54%)
  • diversão (1.77%)
  • vibrante (1.36%)
  • descolado (1.18%)

O roxo é uma das cores mais intrigantes quando se trata de teorias sobre cores. 

Mesmo que ela seja associada a várias palavras diferentes, a noção de realeza se destaca devido a um fator histórico: antigamente, a cor roxa era a mais cara para se produzir, por isso, somente os mais ricos podiam pagá-la.

Outra associação comum é a sensação de calma e tranquilidade, popular em países como Austrália, Eslovênia, Emirados Árabes e Brasil. Essa ligação parte principalmente da conexão entre a cor e duas fontes de relaxamento: a lavanda e a pedra ametista.

Alguns exemplos notáveis de marcas que utilizam roxo são: Milka, Vivo e Nubank (o roxinho). Elas podem tanto realizar uma conexão com uma versão mais luxuosa, ligada a ideia de realeza, ou desenvolverem uma ligação mais jovial e moderna

LARANJA

  • fruta / frutado (5.68%)
  • laranja, a fruta (5.36%)
  • sol / pôr do sol (3.91%)
  • quente (3.72%)
  • fogo (2.45%)
  • outono (2%)

É extremamente difícil não pensar na fruta quando falamos em laranja. Ambas estão fortemente ligadas e isso não é uma coincidência. Isso porque originalmente laranja se referia à fruta, apenas cerca de 200 anos depois, também foi utilizada para referir-se à cor. 

Sua origem é da combinação entre as cores vermelho e amarelo, por causa disso, ela representa tanto o lado dominante e atrativo do vermelho, quanto o aspecto alegre e jovem do amarelo. Por sua ampla gama de associações, você pode encontrar o laranja em uma variedade de indústrias – em empresas como Nickelodeon, Gol e Itaú.

Perceba novamente como a cor está sempre presente ao longo do vídeo publicitário, de forma subconsciente..  

ROSA

  • menina (14.53%)
  • amor (7.72%)
  • feminino (7.58%)
  • suave (5.5%)
  • bonito (3.95%)
  • fofo (3.59%)

Infelizmente, o rosa se tornou uma das cores mais clichés que há. É tão comumente ligada à ideia de feminino que acaba criando limitações quando é utilizada em peças de design. Tanto que, neste caso, a conexão entre palavra e cor foi a mais unânime entre todas, significando que o conceito de “rosa ser feminino” é algo global.  

Além dessa associação mais óbvia, os entrevistados também utilizaram termos ligados à amor (ou seja, vertentes do Dia dos Namorados). Em uma visão menos estereotipada, vimos repostas como calma (nos EUA e Reino Unidos) e juventude (Austrália). Mesmo assim, a perspectiva feminina permanece em sentimentos normalmente conectados de forma patriarcal à mulher.

Não é por menos que marcas de coloração rosa geralmente são voltadas ao público feminino ou infantil. Como vemos nos exemplos da Marisa, da revista Cosmopolitan e da Barbie (palavra associada por alguns dos entrevistados à cor).

As cores são cruciais para a criação da identidade visual de uma marca, de peças de design e campanhas publicitárias. Aprender mais sobre as percepções individuais que elas estimulam é uma ótima forma de guiar e aprofundar os trabalhos desenvolvidos para um público ou mensagem em específico. 

Mas lembre-se, a cor de forma isolada não é o que faz com que alguém se sinta de certa forma, mas sim é o contexto no qual ela está inserida e relacionada. No processo de design visual e criação, é muito importante considerar a cor utilizada conforme o cliente, o tema, o local e a forma de uso. Isso vale principalmente em casos de designs de longo prazo, como logos e identidades visuais. 

Além disso, não aprisione as cores apenas aos materiais visuais da empresa. Deixe que as elas ganhem novos espaços por meio do marketing sensorial. Aplique mais cor nos produtos, no espaço da empresa; mesmo que de forma sútil, você consegue atingir o público e causar diferentes sensações.

Quer saber mais sobre Marketing Sensorial?

Veja nosso texto sobre o tema e descubra como aplicá-lo em sua empresa.
O tempo ocioso como segredo da criatividade

Qual foi a última vez que você realmente parou e fez nada? Estamos falando daquele tempo de reflexão consigo mesmo, sem outras distrações. Para colocar isso em palavras mais próximas de nosso cotidiano, imagine a última vez que você esteve em uma fila ou esperando algo/alguém. Pergunte-se: o que você fez durante esse tempo? Para maioria de nós, a resposta fica entre sintomas de ansiedade e o aparelho mágico que é o telefone. Sobrou um tempinho, recorremos ao celular. Surgiu um silêncio, ligamos os aparelhos para exterminá-lo, seja com uma Netflix de fundo ou o tão amado podcast.

A presença de múltiplos focos de atenção se tornaram quase que naturais para as novas gerações. Estamos sempre divididos entre diversos estímulos e buscamos produtividade a partir deles. Torna-se cada vez mais difícil fazer com que a mente se foque em algo em específico ou vague sem direção ou objetivo. A cabeça está sempre a mil por hora em busca de algo a se fazer, como se não houvesse amanhã. E o mais triste de tudo isso, é que no final o sentimento que prevalece geralmente é: cansaço ou sobrecarga (ou ambos). 

Perdemos tanto o conceito do tempo ocioso, quanto a habilidade de aproveitá-lo ao nosso favor. Quando não estamos ocupados com trabalho, estudos, tarefas da casa ou os milhares de conteúdos (dos quais passamos mais tempo escolhendo que consumindo), estamos entediados. Mas note, até o tédio ganha uma nova conotação. Ele não leva mais ao tempo ocioso, ele simplesmente cria um senso de fadiga ou nos leva a busca desenfreada por mais estímulos. 

Em meio a todas as possibilidades, não sobram forças ou inspirações. Assim, quando chega a hora de produzir algo criativo, surge aquela frustração ou uma sensação de estar fazendo algo insignificante. Isso quando nos permitimos o tempo de se focar unicamente no ato de criar algo.

Tendo esses comportamentos emergentes em vista. Buscamos aqui um espaço de reflexão sobre algo que é recorrente em nossas próprias vidas como profissionais da indústria criativa. Para isso, reunimos neste texto diferentes perspectivas acadêmicas que abordam a conexão entre produção/criação e consciência criativa. Todas elas buscam entender qual a importância ou necessidade do tempo ocioso para a mente em meio a sociedade atual: imersa no mundo digital e voltada aos resultados individuais.

A sociedade do desempenho e do cansaço

Essas condutas não são apenas percepções pessoais, mas sim sintomas de uma sociedade, conforme analisa o filósofo sul-coreano Byung-chul Han em seu ensaio “Sociedade do Cansaço”. Segundo ele, atualmente, o maior senso de positividade nos leva a buscar o desempenho e produtividade como norte, em contraponto às décadas anteriores, quando a ideia de disciplina controlava nossas vidas.

“A sociedade do século 21 não é mais a sociedade disciplinar, mas uma sociedade do desempenho. Também seus habitantes não se chamam mais ‘sujeitos da obediência’. São empresários de si mesmos. (...) No lugar de proibição, mandamento ou lei, entram projeto, iniciativa e motivação. A sociedade disciplinar ainda está dominada pelo não. Sua negatividade gera loucos e delinquentes. A sociedade do desempenho, ao contrário, produz depressivos e fracassados”

Byung-chul Han

Os números vão de encontro a esse cenário: 98% dos brasileiros se sentem cansados mentalmente e fisicamente, deste a maior parcela está entre os jovens de 20 a 29 anos, conforme pesquisa realizada pelo Ibope em 2013. 

Nesta mesma linha, o sociólogo francês Alain Ehrenberg argumenta que esses sentimentos têm como origem o esforço do indivíduo de ser ele mesmo, ou seja, a pressão de dar seu máximo potencial, sempre autêntico e produtivo. Para ele, perspectivas como “trabalho é igual liberdade” e “tudo é possível, só depende de você” colaboram com isso. 

A importância do ócio

Na visão de Han, nós perdemos a prática do aprofundamento contemplativo do ser humano – em outras palavras, tempo ocioso. A razão disso estaria no excesso de estímulos e na inquietação de realizar várias coisas ao mesmo tempo. 

Até mesmo o trabalho em excesso ou como cerne da vida pode ser prejudicial. Nunca se trabalhou tanto antes e nunca se glorificou tanto o trabalho (a ponto de ganhar aspectos religiosos). Estamos conectados ao trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana, graças aos celulares.

Mas, ao contrário do que imaginamos, isso não nos torna mais criativos, mas sim nos tira a capacidade de criar coisa novas. Tanto que uma pesquisa publicada pelo Instituto de Estudos do Emprego no Reino Unido, em 2003, concluiu que maiores cargas horárias de trabalho estão na verdade ligadas a uma queda de produtividade do trabalhador, em virtude do cansaço físico e mental. 

Isso sem falar que o ócio criativo é um dos fundamentos para a evolução intelectual e criativa da humanidade. Como colocado pelo famoso filósofo alemão Friedrich Nietzsche, a vida perde o sentido quando o ser humano expulsa os elementos contemplativos de sua rotina

“Os desempenhos culturais da humanidade, dos quais faz parte também a filosofia, devem-se a uma atenção profunda, contemplativa. (...) Essa atenção profunda é cada vez mais deslocada por uma forma de atenção bem distinta, a hiperatenção. Essa atenção dispersa se caracteriza por uma rápida mudança de foco entre diversas atividades, fontes informativas e processos. E visto que ele tem uma tolerância bem pequena para o tédio, também não admite aquele tédio profundo que não deixa de ser importante para um processo criativo. (...) Se o sono perfaz o ponto alto do descanso físico, o tédio profundo constitui o ponto alto do descanso espiritual”

Byung-chul Han

Outro estudo acadêmico destaca os benefícios dos estados de pensamento auto-gerados, como o vagar da mente ou o sonhar acordado. Segundo os acadêmicos Jonathan Smallwood e Jessica Andrews-Hanna, esses pensamentos permitem a liberdade da consciência, ajudam a criar planos de longo prazo, possibilitam a nos conectarmos com nosso eu passado e futuro, e podem providenciar uma fonte de inspiração criativa. Mas isso só é possível quando esse modo de pensamento ocorre naturalmente. Sobre condições de demanda e complexidade, esses pensamentos levam apenas a perturbações significativas no desempenho comportamental.

Lembrando que dedicar um tempo para deixar sua mente viajar não significa ter tempo adicional em sua rotina diária. Isso porque os principais momentos de desfoque da mente ocorrem durante tarefas costumeiras do nosso dia que não demandam concentração total – como tomar banho, arrumar a casa ou andar de carro. Não é para menos que os pesquisadores apontam que, no caso de adultos saudáveis, o ato de vagar a mente ocupa um terço do tempo acordado

Modo automático e modo consciente

Um estudo desenvolvido na Universidade de Boston e Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, pelos pesquisadores Meryl Reis Louis, Robert I. Sutton, abordou essa ótica sobre a relação entre produtividade versus tempo ocioso, partindo da noção de atos conscientes (quando é necessário foco) versus atos automáticos (quando não é necessário foco).

Segundo a teoria final, um processo cognitivo eficaz não depende somente de estar em um desses estados em específico, mas sim de identificar como passar de um para o outro. Isso significa que aprender a alternar entre os dois modos melhora sua capacidade mental

Ou seja, compreender esse momentos são necessários e importantes para que a mente reflita, vague pelos caminhos de conhecimento e informação adquiridos ao longo do dia e, no meio do caminho, talvez encontre uma solução ou crie algo surpreendente. 

Todavia, se você borrar a linha entre ambos, em virtude de estímulos em demasia, será mais difícil de identificar em qual deles está. Por exemplo, se você cozinha enquanto assiste TV, ao invés de passar para o modo automático enquanto se corta um legume e para o modo consciente ao ver o próximo passo da receita, você acaba estimulando um processo cognitivo em sequência. Infelizmente, esse processo não é positivo, na verdade, cria um ambiente de estímulos sensoriais que oprimem sua concentração

Dessa forma, perde-se a habilidade de distinguir quando é importante ter foco e quando o foco não é necessário. Portanto, por mais que se tente anular esse tipo de pensamento, buscando um foco total e 24 horas por dia, o resultado será apenas frustrante e desperdiçará oportunidades preciosas de criação e reflexão. Para aproveitar ao máximo cada um dos modos, o básico é não tentar suprimi-los com distrações, seja criando situações de foco quando não se precisa estar focado ou criando desfoques quando é necessário o foco. 

Minimalismo digital

Estamos na era dos dados, o que significa que somos constantemente bombardeados com informações que buscamos absorver ao máximo. Contudo, existe um ponto em que alcançamos apenas a exaustão, no qual os dados já não são mais válidos, quando mais significa menos. Com isso em vista, Cal Newport, professor de ciência da computação na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, cunhou o conceito de minimalismo digital como uma solução mais saudável.  

“Se você está apenas se expondo a informações interessantes, se você está apenas se expondo a estímulos, mas nunca tirando o tempo para realmente pensar sobre - para processar, olhar sobre diferentes ângulos, tentar colocar contra outros paradigmas ou estruturas que você possui em seu esquema mental atual - se você não faz esse trabalho de apenas estar sozinho com seus pensamentos, você está provavelmente extraindo apenas uma pequena fração do valor em potencial”

Cal Newport

Ou seja, a chave de transformar informação e inspiração em produtividade criativa não está exatamente em ser 100% ativo, presente, informado e estimulado, mas sim, está em tirar um momento para desfocar e contemplar as coisas, sem pressa ou compromisso com o tempo.  

Que tal tirar um momento para refletir agora? Você se identificou com esses conceitos? Talvez é a hora de alterar a forma como você interage com os múltiplos estímulos da sua rotina. Que tal ficar alguns minutos longe das telas?

Abra as janelas do conhecimento! Conheça nossa Biblioteca Comunitária

Olá, caro leitor!

Apresentamos aqui a Janela do Conhecimento, basta abri-la para encontrar uma vasta variedade de palavras, histórias, personagens e mundos.

Como funciona?

Em nosso espaço, o conhecimento é compartilhado; ou seja, você pode pegar qualquer livro que quiser, desde que faça jus ao seu conhecimento (lendo-o). Depois de lê-lo, não é preciso devolvê-lo, apenas se quiseres.

Mesmo assim, é sempre bem-vindo a deixar e compartilhar conhecimento com todos. Deixe em nossas prateleiras os livros ou qualquer artigo de leitura que ache justo viajar por outras mãos e mentes.

Veja nosso catálogo on-line!

Descubra todos os livros que possuímos em nossa biblioteca.

Criando uma experiência única

Além de compartilhar cultura, queremos também que a sua leitura seja única. Pensando nisso, colocamos pequenas lembranças dentro de cada livro. 

Você encontrará um convite à leitura, seguido de uma dica para melhorar ou dar continuidade a sua aventura. As dicas variam entre as mais diferentes formas de conteúdo, como filmes, séries, podcasts, reportagens, músicas, aplicativos e outros. 

Como pequena lembrança, para que sempre nos leve consigo e nunca esqueças de retornar, você também ganha um lindo marca página, com arte desenvolvida pela nossa equipe. 

Sinta-se sempre à vontade para retornar, revirar as prateleiras da biblioteca e iniciar uma conversa conosco. 

Como ela surgiu?

Na cultura da empresa, muito além de sermos prestadores de serviço, somos agentes sociais e transformadores. Ou seja, primamos por semear e incentivar ações de impacto positivo no âmbito sociocultural. 

Logo, quando nos mudamos para nossa nova sede, vimos a oportunidade de concretizar esse sentimento. Em meio a várias sugestões criativas, buscamos ideias de aproveitar o amplo espaço de forma que ele gerasse interação com a comunidade ao redor. A vontade era de estar mais próximo de todos e de ofertar algo que acrescentasse na vida dos moradores e no aspecto social do município.

Alguns meses após a mudança, a opção de criar uma biblioteca comunitária emplacou e começou a florescer aos poucos. Com a colaboração de muita gente, construímos a estrutura do que viria a ser a Janela do Conhecimento, com materiais reaproveitados, como as portas de janela que deram origem ao nome. 

Aos poucos, também reunimos os primeiros exemplares, vindos diretamente de doações de nossos colaboradores. Em nosso catálogo encontram-se os mais variados livros para os mais diversos tipos de leitores. Esperamos que ela apenas cresça com o tempo. 

Para conferir todos nosso livros, você é bem-vindo a nos visitar, mas pode também verificar no catálogo on-line (no link acima) e acompanhar nosso Instagram com dicas semanais de leitura. Caso algum livro lhe interesse, pode reservá-lo também via redes sociais. 

Mas por que uma biblioteca?

Muito mais que um hobby ou uma paixão, a leitura abre diversas portas. É lendo que descobrimos o mundo, nos comunicamos, aprendemos, imaginamos e criamos. Todos os aspectos da vida, desde as receitas do almoço de domingo até as filosofias mais profundas sobre a vida, estão registrados nas páginas de um livro.

Igualmente, acreditamos que conhecimento é um dos itens mais preciosos que se pode possuir, e nada mais cheio de conhecimento do que um livro. Sem falar que todos possuímos uma relação bem profunda e próxima com os livros. Da infância aos tempos de universidade, a leitura foi uma companheira fiel ou até uma fuga para muitos de nós.

Foi com esse olhar que a agência Big Dream resolveu empenhar-se nesta aventura em busca de abrir novas possibilidades de conhecimento a sua comunidade, ao mesmo tempo, que valorizava uma paixão pessoal de muitos. Por isso, escolhemos o projeto de construir uma biblioteca comunitária. 

Esperamos que ela possibilite a abertura de novas janelas de conhecimento para todos da comunidade. Inclusive para nós mesmos. 

Compartilhe sua experiência! Não esqueça de nos contar como foi sua leitura pelo @bigdreamagencia

Ecoinovação: desenvolvimento sustentável nas empresas

Os desastres ambientais estão batendo em nossa porta, gerando alertas mundo a fora e fazendo com que todos reflitam sobre pequenas ações e suas grandes consequências. Mais recentemente, como exemplo disso, temos a discussão do uso de canudos – devido seu curto ciclo de vida e colaboração com a poluição marítima. Ver o impacto negativo deste produto levou pessoas, empresas e governos a repensar seus atos e a forma que enxergavam os antes “inofensivos” canudinhos. 

Como podemos ver, muito além das atitudes individuais (separar o lixo, conservar a água e consumir de forma consciente, etc), as empresas também estão questionando a responsabilidade que possuem com o cenário ambiental. 

Diferente de uma visão antiquada de “empresa = lucro” (economia linear), as novas gerações e o meio ambiente clamam por empreendimentos que se posicionem como agentes de transformação e inovação em todos os ciclos do negócio (economia circular), levando em consideração que cada decisão gera impactos econômicos, sociais e ambientes que irão reverberar pela eternidade. Deve-se buscar e potencializar aqueles que são positivos, ao mesmo tempo, em que se reduz os negativos. Surge, assim, a ideia de ECOINOVAÇÃO. 

O que é ecoinovação?

O conceito denomina um modelo de negócio ou estratégia empresarial com base na ideia de desenvolvimento sustentável, incorporando-a em todos as operações, com perspectivas como ciclo de vida e cadeia de valor (que vamos explicar ao longo do texto).  

Ou seja, uma empresa é ecoinovadora quando adota práticas sustentáveis em seu dia a dia, remodelando seu processo de produção visando um impacto mais positivo no meio ambiente. Isso inclui todos os pontos da vida do produto/serviço, não apenas aquilo que é desenvolvido dentro da companhia; transporte, tempo de vida útil, investimentos, descarte de matérias, tudo está incluso neste pensamento.

“Pensar em ecoinovação significa um redirecionamento no olhar do empresário para além dos muros da própria empresa. É ser capaz de antecipar possíveis riscos e transformá-los em oportunidades para inovação, ganhos de produtividade e, consequentemente, de competitividade”

Trecho da Cartilha Ecoinovação, do Sebrae

O que significa Desenvolvimento Sustentável?

Aprenda mais sobre esse conceito em nosso texto: "Precisamos falar sobre responsabilidade social nas empresas".

Por que é importante ecoinovar?

Primeiro, temos o motivo mais latente: o fator ambiental. Ao seguir um método ecoinovador, a empresa reduz de forma significativa os impactos no meio onde a empresa está inserida, o que garante a sobrevivência do negócio e da comunidade diretamente ligada a ele. Logo, diminui-se os fatores de risco, otimiza-se a matéria-prima, e amplia-se a produtividade e capacidade técnica.

Como aborda a teoria do equilíbrio de interesses, de Silveira (2010), “Uma empresa que prejudica e empobrece seu entorno (o local onde está inserida) empobrece a si própria e tende a não sustentar sua atuação a médio e longo prazos”. (LUZ, p. 11, 2019).

Arte: Sebrae

Por segundo, não podemos esquecer o “inovar” que compõem o termo. Assim, o segundo motivo aborda algo mais próximo da realidade da maioria das empresa: o mercado empresarial. Para se manter vivo dentre os competidores e os novos comportamentos de consumo do público, os empresários aprenderam há algum tempo que a inovação é uma das principais chaves. 

Além de uma necessidade, a inovação está “na alma” de todo empreendedor, que constantemente busca por novidades e novas formas de ver o mundo ou propiciar experiências. Dessa forma, a ecoinovação instiga que esse sentimento vá além, ao mesmo tempo em que coloca a empresa em vantagem competitiva, destacando-a dentre o restante como pioneira. 

E por que isso? Simples, essas atitudes geram valor de negócio, colocam a companhia à frente das tendências e a adequa às exigências governamentais e ambientais. O que repercute diretamente na nova geração de consumidores, que buscam empresas engajadas, cuja ações estejam alinhadas ao impacto positivo social e ambiental. 

As manifestações europeias e greves estudantis referente às mudanças climáticas, conhecidas como #FridaysForFuture (Sextas pelo Futuro), são um ótimo exemplo de como os novos consumidores valorizam os aspectos ambientais e se preocupam com o futuro do planeta.

Manifestação na Alemanha, em maio de 2019, com placa escrita "Planeta acima do lucro". (Foto: Markus Spiske)

Os cincos passos da  ecoinovação

Para desenvolver um modelo de negócio ecoinovador personalizado para sua empresa, existem cinco passos para guiá-lo. Inicia-se pelo diagnóstico do cenário atual da empresa. Depois, com maior embasamento e conhecimento, passamos para o planejamento de estratégias e revisão de processos, para se estabelecer as ações que serão tomadas. Por fim, mas não menos importante, é hora de avaliar os resultados alcançados e, caso necessário, voltar ao passos anteriores e complementá-los, alterá-los ou aprimorá-los.

1º PASSO
COMPREENDER O CICLO DE VIDA
1º PASSO
2º PASSO
REVISAR A ESTRATÉGIA
2º PASSO
3º PASSO
REPENSAR O MODELO DE NEGÓCIO
3º PASSO
4º PASSO
ESTABELECER UM PLANO DE AÇÃO
4º PASSO
5º PASSO
AVALIAR OS RESULTADOS
5º PASSO

O que é  ciclo de vida?

Todo produto ou serviço possui um tempo de vida e ele abrange muito mais do que o período de produção. Na verdade, ele é composto por elos, começando por sua fabricação, até o transporte, venda, utilização, manutenção e descarte final. Isso também inclui a aquisição de matéria-prima, uso de recursos (como água, solo e energia) e geração de resíduos, valendo para todas as fases.

Conhecer o ciclo de vida do seu produto/serviço significa entender todos os impactos que ele gera, de cunho ambiental, social e econômico. Assim que isso é identificado, é possível rever os pontos que necessitam de melhoria ou inovação, visando sempre melhor qualidade, menor uso de recursos, menor impacto negativo e maior satisfação dos clientes. 

Exemplo de Ciclo de Vida (Arte: Embalagem Sustentável)

Uma boa tarefa para entender isso é colocar no papel todo o percurso que seu produto/serviço faz, partindo de onde vem a matéria-prima em diante, ultrapassando o espaço de sua empresa até o uso e descarte pelo cliente final. Não se esqueça de detalhar e destacar todos os recursos e impactos ao longo do caminho. Depois disso, torna-se mais fácil diagnosticar quais pontos podem ser melhorados. Daí sim, partimos para a busca de estratégias e metodologias sustentáveis que podem ajudar o seu caso. 

Veja o exemplo do vídeo abaixo, desenvolvido pela Sebrae, em parceria com a ONU Meio Ambiente. 

O que é  cadeia de valor?

A cadeia de valor engloba o percurso do ciclo de vida do produto/serviço por meio das atividades desenvolvidas por todos os agentes: empresa, fornecedores, investidores, terceiros, instituições públicas e clientes. 

Neste conceito, a palavra valor representa “a criação de valor econômico (a receita que uma empresa obtém em troca de seus bens ou serviços) de uma forma que também gere resultados positivos para a sociedade, atendendo às suas necessidades e desafios, tendo em conta considerações econômicas, ambientais e sociais” (adaptado pela ONU Meio Ambiente de Porter & Kramer, 2011).

Assim, para que a cadeia de valor seja preservada, é importante que todos os pontos e participantes compartilhem de ganhos positivos. Por isso, torna-se essencial preservar as fontes de matéria-prima, o espaço de atuação da empresa, e o meio ambiente no qual sua comunidade, profissionais e clientela convivem. 

É hora de sua empresa  ecoinovar

Romper a comportamento tradicional para reconhecer o impacto e a responsabilidade empresarial com a sociedade e o meio ambiente é o primeiro passo para se tornar um agente transformador. Depois disso, passo a passo, as empresas podem ir além e realmente inovar de forma ecológica, em todos os seus processos, até o momento auge, em que aplicará isso como cerne de seu modelo de negócio. O benefício é de todos!

Arte: WWF-Brasil

Atenção! Para que o impacto seja verdadeiro, as atitudes também devem ser. Portanto, quando abordamos práticas sustentáveis e responsabilidade, ela deve partir de todos, desde os colaboradores até o dono da empresa. Ações desenvolvidas apenas como jogada de marketing não configuram a ecoinovação, muito pelo contrário, diminuem o movimento e colaboram com o impacto negativo. Fuja do greenwashing!

Não sabe o que é greenwashing?

Sem problemas, temos um texto de nosso blog dedicado a explicar essa prática.
Clubinho da Inspiração #3: hora de aprender

Bem-vindos ao Clubinho da Inspiração!

Mensalmente, reuniremos algumas das principais indicações de conteúdos que devem justamente inspirar: reflexão, criatividade, sabedoria, emoção e críticas. 

Para o mês de agosto, nos afastamos um pouco do audiovisual para explorar novos formatos. Em quase maioria, a escrita demonstrou o seu poder de atração com livros, textos on-line e infográficos. O áudio fez seu retorno com podcasts. Mas, como a Netflix é rainha, ela ainda marcou presença com uma super série. No geral, o que se destaca neste mês é o conhecimento especializado sobre os assuntos mais variados. Bora aprender!

Todo mês, cada participante indica um conteúdo de forma secreta. As indicações são sorteadas entre o grande grupo (tipo amigo secreto). Cada um fica responsável de consumir o conteúdo que sortear dentro do prazo combinado. 

No dia da reunião do clubinho, além de muita comilança, todos apresentam seus conteúdos, com o objetivo de uma reflexão coletiva e, claro, para tentarmos adivinhar quem o indicou em primeiro lugar. 

1 – Seja criativo;

2- Qualquer produção vale como indicação (não se prenda apenas ao óbvio);

3- Produções que incentivem preconceitos e cultura de ódio estão VETADAS;

4- Tente diversificar e apresentar produções de pouco reconhecimento ou desenvolvidas por minorias sociais;

5- Seja crítico com aquilo que consome (nada de passar pano);

6- No dia da reunião, sempre que possível, traga ceva, comes e boa conversa consigo;

7- Engaje nas conversas dos outros conteúdos que não foram indicados ou sorteados por ti;

8- Venha de mente aberta, sempre!

No momento, os integrantes do clubinho fazem parte da equipe da agência, mas quem sabe, no futuro, você também possa fazer parte. Caso tenha interesse, estamos de portas abertas (nos contate!). 

Agora, as feras indicadoras:

Júlio #boss, Amanda #jornalista (social media e redatora), Daiane #designer (head de criação), Joel #criação e Alan #comercial (ainda criaremos apelidos mais criativos). 

Percebemos que, no mundo de hoje, podemos aprender em espaços que vão muito além de cursos e conteúdos educacionais. 

Ainda mais na era de produção de conteúdo, na qual podemos encontrar e explorar algo interessante e criativo, em grandíssima quantidade, nos mais diversos formatos. 

Pensando nisso, e mergulhados no sentimento de que muitas vezes ficamos perdidos com a quantidade enorme de opções de consumo (todos sabemos o que é demorar horas para escolher algo na Netflix), resolvemos criar uma forma de “trocar” conteúdos. 

Assim, o objetivo é guiar um ao outro em meio à imensidão de produções. Além de aumentar o repertório (algo muito importante quando se trabalha com criatividade) e gerar reflexões mais profundas sobre assuntos que muitas vezes ignoramos.  

LIVRO

As marcas no Divã

TROIANO branding
2016 | 186 PÁGINAS

SOBRE

Nada como aprender mais sobre branding com um dos especialistas pioneiros da área no Brasil. Ainda mais quando a leitura é dinâmica, composta por analogias e recheada de cases de sucesso inspiradores. 

Escrito por Jaime Troiano, líder da Troiano Branding, primeira agência dedicada 100% à área, as diversas páginas são carregadas de um conhecimento extenso na produção de marcas. Não é por acaso que este livro se tornou, aos poucos, em uma pequena bíblia do branding, responsável por analisar a ideia de construção de valor, em seus sucessos e fracassos.  

No capítulo lido durante o Clubinho (parte 7 – Consistência é tudo), conhecemos a metáfora das marcas Sherazade (não confunda com a jornalista, neste caso estamos falando da jovem moça do conto Mil e Uma noites). Conceito criado para explicar marcas de prestígio que estão sempre atualizando seus valores, contando novas histórias e criando laços mais profundos com o consumidor.

Mas também somos alertados pela vontade excessiva e descontrolada de se modernizar. É preciso tomar cuidado para não dar passos maiores que a perna, pois, acima de tudo, o essencial está em preservar a imagem.

Claro que não somente marcas são centro do assunto, quem as constrói também tem o seu espaço no divã.  Por exemplo, vemos a analogia entre músicos, maestros, instrumentos e orquestras, cada um representante de uma peça do marketing brasileiro (seja profissional ou ferramenta). 

Em geral, como um bom clássico na área, a leitura é essencial para entender algo que parece fácil no conceito, mas que tem diversas minúcias na hora de praticar. Caso queira ter uma iniciação antes, pode também ler o nosso texto sobre branding, é só clicar aqui.

pODCAST

Comunicação em Vendas: o que o Rádio tem a nos ensinar

produção: casts for closers
2019 | 32 min

SOBRE

Podemos não estar mais na era do rádio, mas existem radialistas e programas que deixam sua marca. Um exemplo clássico disso é o programa gaúcho Pretinho Básico, da Rádio Atlântida. Poucos segundos da música de trilha sonora ambiente ou algumas palavras do apresentadores e já se tem aquele sentimento de nostalgia e reconhecimento.

Espelhando-se neste sucesso, o podcast Casts For Closers entrevistou Alexandre Fetter, um dos responsáveis pelo programa e grande radialista gaúcho, com o intuito de entender quais dicas o rádio e a comunicação podem oferecer a prática de vendas. 

Ao longo da conversa, com uma pegada mais informal, quase um papo de bar, alguns dos pontos abordados são: o impacto do tom de voz e da energia do comunicador/vendedor; o uso de redes sociais como um canal adicional; credibilidade; conhecimento e paixão pelo produto vendido; liderança e equipe.

Um dos conceitos mais essenciais surge mais ao final da entrevista, quando ambos falam sobre a ideia de ordem e caos, referindo-se ao equilíbrio entre planejamento e impulso, algo importante tanto no caso da produção de conteúdo quanto no setor de vendas.  

compilação on-line

Portinari: o pintor do povo

Google Arts & culture
2019

SOBRE

O Google é uma das ferramentas mais inovadoras e versáteis, com diversos programas e diferentes utilidades. Agora imagine um lugar que uni todas as ferramentas do Google em prol das artes e da cultura: sim, esse é o Google Arts & Culture. 

Nesta plataforma, qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo pode ter uma experiência artística através de seu computador ou celular. É possível visitar museus, ver obras de arte, conhecer mais sobre artistas, períodos artísticos e o que mais for imaginável, sem nem precisar sair de casa.

Neste caso, em uma edição especial brasileira, o site homenageou um dos principais pintores brasileiros: Cândido Portinari. Responsável por retratar o povo brasileiro e desenvolver a cena artística brasileira, ele se tornou uma das figuras centrais na valorização da cultura nacional. 

Para conhecer mais sobre sua carreira e seu legado, o material compila diferentes textos (incluindo uma carta de seu filho) e obras de formas criativas e inspiradoras. Por exemplo, você pode conhecer as obras de Portinari por cores ou por uma linha do tempo, vai de como preferir. 

Também é possível ver detalhes de suas principais obras bem de perto (com comentários de especialistas); visitar sua casa em um tour virtual; conhecer outros trabalhos exercidos por ele (como designer, ilustrador ou poeta) ou saber mais sobre o trabalho que definiu sua carreira: o mural Guerra e Paz, exposto na sede da ONU. 

Independente do caminho que você seguir dentre as vastas trajetórias oferecidas, o aprendizado é gigantesco e as ferramentas são surpreendentes, tornando a experiência ainda mais marcante e recuperando um antigo sentimento que parecia morrer aos poucos: o de encantamento pelas artes. 

SÉRIE

Explicando

pLATAFORMA: NETFLIX
produção: vox
2018 | 20 EPISÓDIOS

SOBRE

Em uma sociedade sem tempo e em constante pressa, parece que nunca temos tempo para entender o mundo ao nosso redor.

Pensando nisso, a VOX, produtora de mídia americana, tornou-se especialista em apresentar assuntos complexos de forma acessível e dinâmica. Tanto que poderíamos chamar seus vídeos de pequenas cápsulas de informação.

Utilizando esse mesmo conceito e linguagem, eles decidiram dar um passo além e explorar uma das plataformas mais famosas do momento: a Netflix. Surgiu, assim, uma super parceria que deu vida à série Explicando. 

Com episódios curtos, de cerca de apenas 20 minutos, você pode explorar e compreender mais sobre os variados assuntos em ascensão na sociedade atual.

  • Quer saber mais sobre temas genéricos e gerais, como música, tatuagem, críquete ou até o ponto de exclamação? Tem!
  • Não entende nada de ações de mercado ou crise global da água? Também tem!
  • Já se perguntou como poderíamos viver para sempre ou por quê dietas dão errado? Aqui você encontra respostas.
  • Quer polêmica? Tem episódio sobre maconha, sobre vida extraterrestre e sobre monogamia. 
  • Tá perdidão com assuntos atuais como criptomoedas, k-pop, astrologia e e-games? Aqui dá pra entender tudo isso.
  • E o mundo feminino? Têm episódios especiais sobre orgasmo feminino e sobre a desigualdade salarial entre gêneros.
  • Busca algo mais complexo, como diferença econômica entre raças, DNA e o conceito de politicamente correto? Sem problemas, porque também é abordado.

E isso é somente a primeira temporada. Sem dúvida, assunto e conhecimento não falta. Você pode se tornar um especialista sem sair da cama, se divertindo e em poucos minutos.

infográfico

Factory Records

produção: estadão
2019

SOBRE

Fazer um bom infográfico dá muito trabalho (quem aqui lhes escreve sabe muito bem disso). Agora, compor este infográfico ultrapassa todos os patamares fodásticos que existem. Duvido que você já tenha visto um infográfico tão incrível como este. 

Primeiro temos o tema diferente e atrativo. Nada de dicas ou assuntos enfadonhos (como economia); aqui estamos falando de música em seu estado mais único: música independente. 

Por segundo, o design demonstra seu grande potencial. Ou seja, descer o mouse ao longo do extenso conteúdo revela como criatividade e conceitos básicos de design podem transformar uma informação. De algo possivelmente complexo e cheio de texto, a informação ganha novos formatos, um aspecto mais interessante e torna-se mais fácil entendê-la.  

Assim, sua extensão não cansa, muito pelo contrário, explorá-la é divertido e interativo. Neste ponto temos ainda os vídeos e músicas inseridos ao longo do infográfico. Que chato seria falar sobre música sem poder ouvi-la, não? Por que não ouvi-la? Convido a todos a colocar o fone e explorar todas as bandas e músicas escondidas nos ícones de vídeo.  

Como base de todo o infográfico, não poderia faltar a densa informação; e como há informação! Quem diria que uma única gravadora teria tanto a contar? Aí encontra-se a grande sacada do material: ele não se prende apenas a história da Factory Records, mas explora também as bandas que por lá passaram, quais foram os legados deixados no mundo da música e como outras gravadoras ao redor do mundo seguem este mesmo modelo. Assim, a narrativa se enreda em novos caminhos, chegando até gravadoras brasileiras que produziram artistas como Pitty, tornando o conteúdo mais próximo do público, além de curioso. 

Não menos importante, temos a linguagem. Criou-se uma ideia de que infográficos devem utilizar uma linguagem mais didática, beirando o infantil. Neste caso, como produção de um jornalista, vemos uma linguagem mais desenvolvida, profunda, quase poética. Logo, conhecer a história da Factory Records ganha um ar mais envolvente, deixando de ser apenas informativo. 

Agora, qual indicação você mais gostou? Qual vai consumir primeiro? Curioso para o próximo Clubinho?

Fique de olho, pois no próximo mês mais inspirações virão por aí. Por enquanto, fique com outros conteúdos que já foram indicados em nosso blog:

Cineminha para o finde!

Confira as "14 produções audiovisuais para conhecer mais sobre comunicação, criatividade e marketing".

Conteúdos produzidos por mulheres!

Confira mais em "ESPECIAL DIA INTERNACIONAL DA MULHER: Coleção de Conteúdos"

Inspiração para períodos curtos!

Confira mais em "Uma hora e meia de inspiração, reflexão e criatividade com TED"
Como fazer Outbound Marketing além do tradicional

Quer investir em marketing para sua empresa mas está perdido em meio a todos esses termos em inglês? É normal não entender muitos dos jargões, mesmo os básicos, do mundo do marketing, levando-se em consideração não somente a complexidade da área, mas o fato de muitos de seus conceitos serem de origem estrangeira, por isso, não possuírem uma nomenclatura em português.

Mas, estamos aqui para ajudá-lo a descomplicar essa visão. Pronto para conhecer mais? Venha descobrir o real significado dos principais termos do marketing em nossa nova série especial: #MktDescomplica

Desta vez, é finalmente hora de entender o que significa outbound marketing, qual a sua conexão com o mercado tradicional e se ele está ultrapassado ou não:

Assim como o restante do mercado, o marketing evoluiu ao longo dos anos e aprendeu a explorar novas possibilidades com a tecnologia e o mundo digital, desenvolvendo diferentes linguagens, estratégias e metas. Mesmo assim, a variedade não exclui alguns dos formatos mais tradicionais, ainda popularmente utilizados e presentes na vida dos consumidores. 

Nessa lógica de novas e antigas estratégias, quando se trata de práticas de prospecção (processo pré-venda), encontramos os opostos: outbound e inbound. Enquanto o inbound visa prospecções passivas e vínculos mais profundos, por meio de mecanismos de comunicação e atração de possíveis clientes (por exemplo, o marketing de conteúdo), o outbound nasceu na era da busca por quantidade e aposta em prospecções ativas.

Ou seja, o marketing outbound é uma das formas mais clássicas de se buscar novos clientes com a meta de aumentar a receita do empreendimento. Dessa forma, ele acaba utilizando mais frequentemente mídias tradicionais, como publicidades em TVs, rádios jornais e revistas, além de outdoors, flyers, mala direta e telemarketing ativo. 

Todavia, isso não quer dizer que ele não tenha se adaptado aos comportamentos modernos do público, muito pelo contrário. Depois da ameaça de ser abandonado e substituído pelo inbound marketing (devido ao seu custo-benefício e suas estratégias ultrapassadas), o outbound renasceu com novas práticas e formatos (versão 2.0). 

Atualmente, seu conceito é voltado a processos de vendas mais complexos e se divide em três pilares: identificar o perfil de possíveis clientes, abordá-los de forma direta a partir de meios de comunicação e ações, possuir profissionais especialistas dedicados a cada etapa do processo pré-venda. Igualmente, ele já pode ser encontrado em plataformas digitais, por meio de pop-ups, banners, anúncios patrocinados de redes sociais e publicidades em meio a vídeos. Vendo por esse lado, já percebe-se que o outbound é mais presente em nossas vidas do que imaginamos.

Jornada pré-venda  

Parte importante da modernização do outbound marketing se encontra na construção de um processo pré-venda mais segmentado e efetivo. O método, desenvolvido inicialmente pelo engenheiro Aaron Ross, altera a noção prévia de que apenas um vendedor deve acompanhar o cliente em toda sua jornada de compra. Ao invés de sobrecarregar um profissional, busca-se entender o perfil e as forças do vendedor para então direcioná-lo a uma parte específica da experiência de venda. O objetivo é que a experiência engaje mais profundamente, tanto o vendedor quanto o cliente, e seja personalizada de acordo com as dores do negócio.

Conheça abaixo a nova proposta do ciclo de vendas, voltada principalmente a negócios B2B (de comércio para comércio), conforme os especialistas responsáveis por cada momento de contato com o possível cliente (lead): 

Business Intelligence

especialistas em analisar o mercado, ter insights, criar soluções para a empresa e indicar seus possíveis clientes.

SDR

responsáveis por qualificar o cliente, realizar o diagnóstico, mapear informações, iniciar a conexão e agendar possíveis contatos futuros.

Hunters

responsáveis pela prospecção de novos clientes, eles fazem o primeiro contato e conduzem todo o processo de qualificação.

Closers

responsáveis apenas pelo fechamento de compras, eles pegam os contatos qualificados e os transformam em clientes.

Farmer

responsáveis por cultivar e desenvolver o relacionamento pós-venda, objetivando novas oportunidades e futuras vendas.

Fonte: Clint Hub

Benefícios do Outbound  

Com novas perspectivas, o Outbound se tornou uma estratégia com rápida eficiência e diversos benefícios. Primeiro, ele alcança resultados mais rapidamente que o inbound (que é mais voltado a resultados de médio e longo prazo). Da mesma forma, isso gera um prazo mais curto de confirmação das projeções de público-alvo e estratégia, seja de forma positiva ou negativa, fazendo com que a marca amadureça mais cedo.

Ao longo do processo, os contatos são mais afirmativos e é mais fácil mensurá-los, com maior acesso aos dados, possibilitando uma análise mais certeira dos sucessos e falhas no processo de vendas e conversão. 

Quando se trata de mercado, é mais fácil encontrar profissionais especializados para o desenvolvimento de cada segmento do outbound, principalmente com a estratégia se expandindo e sendo cada vez mais aperfeiçoada.    

Mas é preciso ter noção que esse formato é indicado a tipos específicos de serviço e negócio, por isso, nem sempre será a solução para todos. Geralmente, o negócio é B2B, de maior porte/renda e com processos de vendas mais complexos. Outro ponto importante de se ressaltar é que, como empresa, não é necessário optar apenas por um opção – inbound ou outbound; ambas estratégias podem ser combinadas, trabalhando juntas e alinhadas.

Tendências do Outbound  

Com a revolução do outbound marketing, sua prática vem sendo aprimorada conforme as novas necessidades do mercado e os novos comportamentos do consumidor. Entre as tendências atuais, destacam-se aspectos que adquirem maior qualidade ao nível tático e estratégico

Visto isso, cada vez mais é necessário o enriquecimento de dados sobre os possíveis clientes, segmentando-os e direcionando-os conforme suas dores. Para isso, indica-se a personalização da comunicação, que deve ser omnichannel (realizada em diversos canais). No âmbito na mensuração, a organização e o controle são a chave, focando-se na análise de performance, nos indicadores de processo e nos feedbacks de ligação. Por fim, a aprendizagem contínua é essencial para que os vendedores estejam engajados e focados no processo de outbound.

Resumão para revisar:

Fonte: Reev & OTB