Como guiar seus colaboradores e ser parceiro de seus clientes durante a crise

Quando a crise chega, percebemos o quanto nos apegamos a um lugar comum, esquecendo de exercer qualidades como flexibilidade e inovação. Em um piscar de olhos, somos obrigados a abandonar o “normal” e abraçar o “anormal”. O mais complexo de tudo isso é que a transformação ocorre em tempo real, por isso precisamos diariamente processar os acontecimentos, suas lições e qual a melhor forma de lidarmos com isso. 

Em meio a esse caos, pode ser difícil manter-se centrado e esperançoso, logo exercitar a calma e foco são extremamente importantes, pois somente assim é possível encontrar o melhor caminho para guiar sua equipe de colaboradores, manter seu negócio e chegar até o cliente. 

Para ajudá-lo nesse processo, reunimos nesta leitura algumas dicas e reflexões baseadas em artigos divulgados por uma das maiores empresas do mundo, a Google. Para lê-los na íntegra em inglês, veja os links divulgados ao final do texto.

Como liderar equipes em meio à crise

Em meio a períodos tempestuosos, o líder é a figura mais importante para manter o equilíbrio do processo de trabalho. Por um lado é preciso encarar os planejamentos a longo prazo com precisão, por outro é preciso rapidez em ações decisivas, diminuindo a ansiedade e mantendo o time alinhado.

Ao confrontar a crise, é importante ter em mente:

  • Confie em seus instintos: eles são essenciais para reagir em meio às mudanças rápidas. 
  • Reconheça a emoção dos seus colaboradores: a situação pode causar ansiedade, estresse e instabilidade para muitos, por isso compreenda as apreensões da equipe e abra um espaço de comunicação e clareza para que todos possam se sentir à vontade em uma nova rotina de trabalho.
  • Prepare a equipe para se adaptar: evidencie que esse é um período de mudanças constantes, e que a qualquer momento os objetivos podem ser outros. Ao mesmo tempo, destaque a diretriz a ser seguida momentaneamente. 
  • Providencie uma base sólida: para alicerçar qualquer mudança necessária tenha em mente a missão, visão e os valores da empresa, além do compromisso de superar a crise juntos.
  • Esteja pronto para mudar de curso, caso necessário: não há forma correta de lidar com a crise por completo, cada momento terá uma melhor maneira.

Segundo David B. Peterson, a palavra-chave para esses passos é clareza. Tenha clareza do cenário externo (social) e interno (empresarial) e esteja pronto para adaptar às expectativas e metas conforme a leitura desses espaços.

Principalmente, expresse-se com clareza, pontuando a todos quais objetivos e resultados mais importam para empresa neste momento. Isso porque muitos colaboradores podem se estressar e perder no malabarismo de manter o fluxo de trabalho anterior enquanto introduzem a nova rotina de tarefas. Abra espaço para esclarecer essas preocupações, deixando claro a mudança de direções e guiando-os ao novo ponto de foco.  

O futuro irá recompensar a clareza e punirá a certeza

Bob Johansen

Durante esse processo, podem surgir situações específicas de maior complexidade que merecem uma atenção especial. Essas são jornadas que exigem um mapeamento mental da situação atual e do que pode vir pela frente, sempre compartilhando os possíveis caminhos e destinos com a equipe. Para navegar durante essas turbulências, temos algumas dicas:

  • Dê um passo para trás e veja o espectro maior: antes de tomar qualquer atitude, observe e busque diferentes perspectivas. Pergunte-se o que pode estar fora do seu campo de visão e quais erros você pode cometer a partir disso.
  • Foque-se em aprender ao invés de acertar: busque possibilidades de testar diferentes estratégias e projetos, para no fim escolher aquela que melhor corresponde aos seus objetivos.
  • Permaneça vigilante: por mais que as coisas pareçam entrar em um percurso tranquilo, esteja alerta para possíveis mudanças e transformações necessárias. Entenda o percurso como um experimento.

Por fim, faça como a Google e veja na crise uma oportunidade para lembrar o que realmente importa. Redescubra a alma do seu negócio e use-a para unir o time e impulsionar um novo propósito durante o período de crise. E claro, mantenha seus colaboradores e suas famílias seguras, apenas com saúde é possível ir em frente. 

Querendo ou não, o tempo reserva ainda muitas experiências caóticas, em menor ou maior escala, que requerem adaptação dos profissionais e da empresa. Então enxergue os acontecimentos como um aprendizado, uma caminhada de preparo para o futuro, que será multidimensional, automatizado e de ritmo ainda mais acelerado.

Como ser o parceiro que os seus clientes buscam durante a crise

A evolução da relação entre empresas e clientes nos trouxe a um lugar único, no qual o consumidor busca uma experiência diferenciada, além de ter seus desejos e medos reconhecidos. Justamente por isso, o momento atual é delicado pois acrescenta um novo elemento a esse vínculo. As mudanças constantes, o dia de amanhã incerto e o cenário sócio-econômico levam a um novo comportamento de consumo, e consequentemente pedem um novo comportamento por parte da empresa.

Primeiro, tenha noção que talvez esse não seja o momento de galgar novos clientes – a não ser que uma oportunidade específica se apresente. Essa é a hora de focar seus esforços em fidelizar os clientes que já possui, e isso é possível se você criar uma estratégia que vá além do comercial e que foque em realmente criar uma relação de parceria e apoio

Para ser um parceiro ao lado do seu cliente, e assim mantê-lo ao seu lado, Jared Belsky diz que é importante:

  • Antecipar as necessidades do cliente

Quando se trata de serviço com o consumidor, ou você se antecipa ou chega tarde demais. Portanto, coloque-se no lugar do seu cliente, pense em seus próximos passos em meio ao período de isolamento social, pergunte-se quais desafios e desejos ele terá dado as condições que vive agora.

Mas atenção! Não se prenda apenas ao produto final, pense a experiência completa. Visualize como ele gostará de ser atendido e ouvido ou quais serão seus meios de consumo, principalmente no mundo digital. Para isso, evite medir e planejar suas ações mensalmente ou até semanalmente. Pense diariamente e conforme o relógio

Um bom exemplo disso é: ou você pode esperar seu cliente lhe ligar em pânico ou você pode ligá-lo primeiro, apontar sobre barreiras no futuro próximo e apresentar possibilidades de contorná-las.

Conseguir acertar pela metade é melhor do que chegar atrasado sem um ponto de vista forte ou um plano de ação

Jared Belsky

  • Seja empático com a realidade do seu cliente

Como todas as relações humanas, a relação com os clientes também é pessoal, e torna-se ainda mais íntima durante momentos de crise. Tenha em mente que cada pessoa ou empresa está enfrentando realidades diferentes, e que precisamos reconhecer as necessidades que surgem com isso, incluindo possíveis problemas internos e/ou pessoais. 

Busque incluir pequenas ações que demonstram essa preocupação e cuidado. E não precisa ser nenhuma campanha grandiosa, uma pequena ligação para perguntar como estão as coisas ou um e-mail com uma mensagem de apoio já tem um grande efeito. Um pequeno gesto de humanidade tem grande impacto

  • Seja destemido ao buscar soluções

Assim como no momento de liderança, a relação com a cliente também pode ser um ambiente de experimentação durante a crise. Aproveite para ir além das soluções óbvias, busque novas tecnologias, novas plataformas e estratégias criativas. Coloque em ação e teste as estratégias em busca daquela que possui o melhor efeito. 

Esta é uma oportunidade de passar mais tempo trabalhando ativamente para ajudar nossos clientes e menos tempo falando sobre isso

Jared Belsky

Tenha em mente de que não há uma receita perfeita a se seguir ou um atalho ao sucesso durante a crise, muito menos é possível sobreviver mantendo as mesmas ações que eram feitas antes. É preciso ser destemido, mudar e tentar, colocando sempre seu cliente em primeiro lugar

Além disso, é extremamente importante entender seu lugar como agente transformador da sociedade. Inspire-se em grandes líderes que estão colocando todos seus esforços em ajudar a população em suas demandas, como na luta pela preservação de empregos ou no auxílio à saúde pública.

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VEJA NA ÍNTEGRA:

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Conte conosco para ajudá-lo a fortalecer seus laços com os clientes durante a crise e marcar sua presença nas redes sociais e meio digital.

Contate-nos e descubra como podemos trabalhar juntos para superar qualquer barreira: julio@bigdreamagencia.com.br

clubinho da inspiração #7: leituras que abrem janelas

Bem-vindos ao Clubinho da Inspiração!

De tempos em tempos, reuniremos aqui algumas das principais indicações de conteúdos que devem justamente inspirar: reflexão, criatividade, sabedoria, emoção e críticas. 

Desta vez, nosso clubinho voltou ao formato diferente - que já havíamos utilizado no award season: sorteamos algumas das principais categorias da literatura para homenagear aquele que é tão amado e que transformou tantas vidas, o livro. Assim, cada participante ficou responsável por escolher um livro dentro de categoria sorteada.

Todo mês, cada participante indica um conteúdo de forma secreta. As indicações são sorteadas entre o grande grupo (tipo amigo secreto). Cada um fica responsável de consumir o conteúdo que sortear dentro do prazo combinado. 

No dia da reunião do clubinho, além de muita comilança, todos apresentam seus conteúdos, com o objetivo de uma reflexão coletiva e, claro, para tentarmos adivinhar quem o indicou em primeiro lugar. 

1 – Seja criativo;

2- Qualquer produção vale como indicação (não se prenda apenas ao óbvio);

3- Produções que incentivem preconceitos e cultura de ódio estão VETADAS;

4- Tente diversificar e apresentar produções de pouco reconhecimento ou desenvolvidas por minorias sociais;

5- Seja crítico com aquilo que consome (nada de passar pano);

6- No dia da reunião, sempre que possível, traga ceva, comes e boa conversa consigo;

7- Engaje nas conversas dos outros conteúdos que não foram indicados ou sorteados por ti;

8- Venha de mente aberta, sempre!

No momento, os integrantes do clubinho fazem parte da equipe da agência, mas quem sabe, no futuro, você também possa fazer parte. Caso tenha interesse, estamos de portas abertas (nos contate!). 

Agora, as feras indicadoras:

Júlio #boss, Amanda #jornalista (social media e redatora), Daiane #designer (head de criação), Joel #criação e Alan #comercial (ainda criaremos apelidos mais criativos). 

Percebemos que, no mundo de hoje, podemos aprender em espaços que vão muito além de cursos e conteúdos educacionais. 

Ainda mais na era de produção de conteúdo, na qual podemos encontrar e explorar algo interessante e criativo, em grandíssima quantidade, nos mais diversos formatos. 

Pensando nisso, e mergulhados no sentimento de que muitas vezes ficamos perdidos com a quantidade enorme de opções de consumo (todos sabemos o que é demorar horas para escolher algo na Netflix), resolvemos criar uma forma de “trocar” conteúdos. 

Assim, o objetivo é guiar um ao outro em meio à imensidão de produções. Além de aumentar o repertório (algo muito importante quando se trabalha com criatividade) e gerar reflexões mais profundas sobre assuntos que muitas vezes ignoramos.  

CLÁSSICOS DA LITERATURA

A Insustentável Leveza do Ser

Milan Kundera
1984 | 393 PÁGINAS

SOBRE

Na hora de escolher um dos clássicos que já havia lido, nossa jornalista estava em dúvida entre duas obras. Um delas era o clássico da literatura brasileira: Dom Casmurro. Mas dado a relevância popular da história, conhecida por quase todos, ela preferiu optar por uma obra menos conhecida, um clássico da literatura moderna com um quê de cult

Assim, o escolhido foi a Insustentável Leveza do Ser, uma obra de 1984 escrita pelo checo-francês Milan Kunzera. Na vida de Amanda, ele foi um livro velho de páginas amarelas que levou quase dois anos para ser lido (entre idas e voltas). Isso porque, como para muitos, sua leitura densa, escrita crua e reflexões filosóficas fizeram parte de uma batalha complexa para se entender e digerir fatos profundos da vida, justamente por que esse é o cerne de sua narrativa: as questões íntimas e universais da existência humana. 

Ao longo das 393 páginas, acompanhamos a vida de quatro personagens reais, passíveis de falhas e comportamentos irritavelmente humanos. Conhecemos Fraz, um homem que está prestes a tomar a decisão entre manter uma vida de relacionamentos casuais ou se apegar a uma única mulher. Essa mulher é Tereza, uma jovem garçonete que busca algo a qual se comprometer para, dessa forma, dar sentido a sua vida. Já a artista visual Sabina é o oposto, ao fugir constantemente de comprometimentos amorosos e da seriedade da política local. Enquanto isso, um de seus parceiros, Fraz, se vê encantado pela força magnetizadora do movimento político, além de sofrer em um relacionamento infeliz por medo e insegurança. 

As dualidades entre cada personagem surgem para abordar as duas facetas da vida: o PESO e a LEVEZA. Enquanto muitos veem o peso somente como algo negativo, Kundera se baseia em Nietzsche para apresentar o peso como algo que confere significado às nossas vidas, daí surge o “insustentável leveza”. Em espelho a isso, entre os outros temas abordados, há as questões de desejo e medo, que estão correlacionadas, e a angústia das escolhas da vida. Essa última se refere ao fato de termos a liberdade de escolha, mas só podermos viver uma vez – o que não seria suficiente para testarmos nossas escolhas, criando um hábito de nos repetirmos ao longo de nossas experiências. 

Com cenário durante as décadas de 1960 e 1980 na antiga Checoslováquia (hoje República Tcheca e Eslováquia), o livro também aborda e coloca como pano de fundo questões políticas e sócio-geográficas enfrentadas pelos países que formavam a URSS e eram regidos por partidos comunistas. Essa característica parte das vivências pessoais do escritor, que, dentre muitas obras, fez desta seu maior marco na literatura mundial – um must read (deve-se ler).

livro de ficção

Sherlock Holmes

Arthur Conan Doyle
1887 - 1927

SOBRE

Ora, ora, temos um xeroque rolmes aqui!

Seja por meio dos livros, dos filmes, das séries ou até do popular meme, de alguma forma você já ouviu falar desse grande personagem da literatura. O famoso investigador britânico tornou-se um marco do romance policial e foi incluído rapidamente à cultura pop mundial, o que o transformou em uma porta de entrada aos livros de ficção, principalmente durante a adolescência. 

Esse é exatamente o caso do Júlio, que não é um grande leitor de ficção – os temas de negócio e marketing ganham mais sua atenção – mas que ainda hoje lembra do deslumbramento juvenil que tinha ao quase devorar os vários livros que compõem a grande série de aventuras vividas por Sherlock Holmes. 

Reconhecido por sua personalidade marcante, seu cachimbo e seu trabalho surpreendente como detetive, esse personagem extremamente britânico, criado por Sir Arthur Conan Doyle, investiga mistérios e crimes passados na sociedade inglesa do fim do século XIX e início do século XX, com ajuda de seu amigo Dr. Watson. O uso do método científico combinado com a lógica dedutiva, tornaram seu perfil e suas narrativas em um grande sucesso, além de ser uma base para os futuros detetives e investigadores do mundo dos livros, dos filmes e até dos video-games.

O personagem é tão popular e adorado que muitos acreditam que tenha realmente existido ou seja fielmente inspirado em algum investigador da época. Quanto a isso, não se possui nenhuma prova concreta, mas é inegável a influência das épocas vitorianas e eduardianas na concepção do personagem, assim como é fato sua importância e a presença de suas características em muitos dos personagens que viriam a seguir. 

Para aqueles que quiserem acompanhar suas diversas aventuras, existem quatro livros – lançados entre 1887 e 1915 – e cinco coletâneas de contos – lançadas entre 1892 e 1927. O personagem também aparece como referência em outras escritas literárias e é famoso dentre os livros investigativos infanto-juvenis. 

livro de não-ficção

O mito da caverna

platão
1887 - 1927

SOBRE

Enquanto a ficção foi um baque para o Júlio, a não-ficção foi uma surpresa para o Joel, dado sua preferências por leituras repleta de aventuras e fantasias. Mesmo assim, ele fez o exercício, trocou a ação pela reflexão, e resgatou algo novo em sua gama de livros. Lá ele encontrou o livro perfeito para representar seus próprios atos: o mito da caverna.

Conhecido também como alegoria da caverna, essa metáfora é apresentada pelo filósofo grego Platão, e consta também em seu livro A República. Você já deve ter ouvido falar ou estudado sobre isso durante o Ensino Médio, assim como o Joel, mas deve ter apenas lembranças superficiais sobre toda a história. Se esse for o seu caso, permita-se ler novamente essa obra com novos olhos, tenho certeza que você conseguirá se identificar com as questões apresentadas. 

Isso porque a parábola trabalha justamente com a ideia de ponto de vista, alienação, libertação da mente, ao colocar o senso comum versus o senso crítico. Ou seja, por meio de uma história metafórica, destaca-se a importância do permitir-se ver e entender o mundo por completo, sem se apoiar somente na ideia apresentada por um terceiro, mas sim utilizando a razão. 

Esses temas são representados ao longo de um diálogo entre Glauco e Sócrates. Nessa conversa, eles nos narram sobre um grupo de pessoas que vivem dentro de uma caverna, acorrentadas e impedidas de sair, com seus corpos voltados eternamente para parede desta caverna. Ali, a única visão de mundo que eles possuíam, eram das sombras causadas por uma fogueira na parede da caverna. Logo, eles entendiam essas sombras como a única verdade de suas existências. 

Tudo isso muda no dia que um dos prisioneiros consegue fugir e, mesmo após ser ofuscado pela luz externa, descobre um novo mundo, ao qual explora com curiosidade e admiração. Não tarda para que ele retorne à caverna e narre suas descobertas para o restante do grupo com animação. Infelizmente, nenhum deles acredita na experiência compartilhada e preferem manter-se firmes a acreditar apenas naquilo que visualizam na parede. Logo, interpretam o prisioneiro que se libertou como louco e, para evitar que suas ideias atraíssem outras pessoas, acabam matando-o. 

Como se poder ver, o ato de se aprisionar à escuridão ou se libertar com a luz da verdade são reflexões atemporais, que permeiam e geram significado ainda hoje, mesmo após tanto tempo e com tantas mudanças no comportamento social.

livro nacional

Holocausto Brasileiro

Daniela Arbex
2013 | 256 páginas

SOBRE

Se eu lhe perguntasse se já houve um holocausto no Brasil, você saberia responder com certeza?

Imagino que, como para a maioria dos brasileiros, você não saiba a resposta ou acredite que ela seja negativa, até porque holocausto só lhe faz lembrar da Segunda Guerra Mundial. Acontece que a história nacional possui lacunas em branco, da qual não temos conhecimentos ou acesso à informação, e é em uma dessas lacunas que está a história exposta no livro escolhido pela Gabi.

Em seu primeiro clubinho como participante, nossa RP já trouxe consigo uma grande indicação. O livro lançado em 2013, escrito pela jornalista Daniela Arbex, logo que lançado já foi considerado uma das principais obras do jornalismo literário brasileiro – gênero responsável por contar histórias reais com princípios do jornalismo e ferramentas da literatura.  

Cumprindo seu papel profissional de dar voz aqueles que não possuem espaço, a autora retrata ao longo de 255 páginas – com base em muito tempo de pesquisa – os maus-tratos realizados no Hospital Colônia de Barbacena, complexo psiquiátrico administrado pela FHEMIG, entre os anos de 1903 e 1980. 

Com um total assustador de 60 mil mortes, o local foi responsável pelo genocídio de brasileiros considerados inaptos à conviver em sociedade ou “normalidade”. Assim como nos campos de concentração nazista, trens cheios de pessoas eram enviados ao hospital em prol de tratar e afastar aqueles que não se encaixavam nos padrões normativos da sociedade. Essa classificação abrangia um grupo tão amplo que os pacientes iam desde indivíduos com problemas mentais a pessoas com deficiência, homossexuais, profissionais do sexo e outros, de todas as idades imagináveis. Ao fim de suas vidas, os corpos ainda eram vendidos a Universidades para o estudo de anatomia, negócio nefasto que deu o lucro de 600 mil reais ao espaço. 

Com base em entrevistas de ex-funcionários e ex-internos, a leitura apresenta esse período abominável e desconhecido por grande parte da população, mas que merece ser lembrado em prol de uma reflexão não somente do passado, mas também do presente. Para aqueles que quiserem seguir o trabalho da autora, outra grande obra de conteúdo revelador sobre a história brasileira é o livro Cova 312, sobre a história de um jovem morto durante a ditadura militar.

livro best-seller

Sapiens - Uma breve história da humanidade

Yuval Noah Harari
2011 | 443 páginas

SOBRE

O termo de livro best-seller pode ser algo bem polêmico, já que nem tudo que vende e faz sucesso é necessariamente de qualidade ou positivo. Mesmo assim, existem aqueles que se destacam justamente por serem obras únicas em conteúdo e primazia, e dentre elas está a escolha do Alan. 

Para quem tem o hábito da leitura ou simplesmente acompanha as redes sociais, é bem difícil não ter visto ou ouvido falar sobre Sapiens, geralmente seguido de comentários super positivos e aquela recomendação de leitura obrigatória. Exato, o livro está em tudo que é lugar, em todas as entradas de livrarias, nas estantes de grandes empresários e pensadores reconhecidos, traduzido em mais de 30 idiomas e nas listas de mais lidos ao redor do mundo. 

O mais incrível disso tudo, é que sua ascensão à popularidade e prestígio se baseia quase que inteiramente em seu conteúdo de qualidade. Vamos pegar o exemplo do Brasil: aqui o livro foi distribuído pela editora L&PM, de Porto Alegre, “sem marketing” (segundo entrevista dada à Veja) ou grande alcance de público. Ou seja, de forma orgânica e no famoso boca-a-boca, o livro acabou tendo um grande reconhecimento. Algo que surpreendeu os editores e demonstrou um novo comportamento de leitura, pois, mesmo sendo um livro extenso e de temática densa, ele acabou conquistando uma legião de fãs 

Uma das teorias para esse sucesso é a precisão da pesquisa e das informações fornecida ao longo da leitura, assim como a forma que elas são narradas ao leitor. Ao apresentar um histórico da vida humana, Harari sacia as maiores dúvidas que permeiam a nossa sociedade, tudo isso de forma completa, unificada e de fácil entendimento. Como fala o editor Ivan Pinheiro Machado, as pessoas se sentem saciadas de conhecimento. 

Dividido em quatro capítulos, ou momentos importantes da evolução humana, o livro acompanha a história da humanidade desde a idade da pedra até o século XXI. Ao relatar os acontecimentos e fatores que cooperaram para sobrevivência e avanço do homo sapiens, o escritor reflete e apresenta suas teorias sobre o comportamento humano. 

A principal delas se refere a dois fatores: a cooperatividade e a crença. Assim, o ser humano teria evoluído com sucesso devido ao seu comportamento cooperativo e à habilidade de acreditar em fatores abstratos – como divindades – e no valor significativo – como no caso do dinheiro. Junto a isso estão muitas das curiosidades sobre a história humana, que valem ser acompanhadas por inteiro no livro. Sem dúvida alguma, você sairá desta leitura com, pelo menos, um novo conhecimento adquirido, além de uma forma bem diferente de enxergar a humanidade.

livro com um personagem marcante

Madonna - 60 anos

Lucy O'Brien
2018 | 536 páginas

SOBRE

Os livros estão recheados de personagens icônicos e marcantes, mas se engana quem pensa que eles se encontram somente nas narrativas de ficção. Muito pelo contrário, os livros de biografia são uma prova viva disso. Ninguém melhor para afirmar isso do que nossa designer gráfica fã de biografias, que recebeu de presente de amigo secreto (do boss) um super livro da Madonna. 

Como que do destino, ela aproveitou a leitura com a qual foi presenteada para nos apresentar a história de vida da mulher versátil, batalhadora e revolucionária que chamados popularmente de Rainha do Pop. Muito além de abordar a carreira musical, o livro traz a origem da cantora e os principais acontecimentos da sua vida antes da fama, interligando-os à sua obra.

Uma dentre seis filhos, Madonna nasceu no estado de Michigan, nos Estados Unidos da América. Sua infância foi marcada pela repentina morte de sua mãe, devido ao câncer, pela religião estrita seguida pela família, e pelo relacionamento conturbado com o pai. Uma forma de fugir de tudo isso refletia-se em sua personalidade rebelde, sempre em busca de novas barreiras a se quebrar e temas polêmicos para se abordar, algo presente em seu estilo de se vestir, se portar e se comportar – características que ela levaria consigo em todas suas carreira de artista. 

O amor pelo artístico nasceu com a dança, na qual ela se dedicava com exaustão. Isso a garantiu uma bolsa de estudos que a levou a Detroit – uma cidade bem maior e com experiências bem mais duras, que moldaram sua visão de mundo. Dentre os estudos, a dança, os bicos em boates gays e uma luta constante pela sobrevivência, ela vivenciou aquilo que marca negativamente a vida de muitas mulheres: o abuso sexual. Isso e sua batalha para ter reconhecimento profissional em um mundo machista, fizeram dela uma grande feminista, tema que permeia também muitas de suas músicas.   

Suas aventuras com a música vieram justamente por seu estilo chamar a atenção de muitas pessoas. O que começou com o posto de baterista ou guitarrista de algumas bandas à convite, virou futuramente a realização de um sonho: seu espaço no holofote. Com seu estilo próprio, sua coragem de abordar temas polêmicos e importantes, sua facilidade para se inovar, e suas músicas que embalaram a vida de muitos, ela é um dos personagens mais marcantes da cultura pop – digna de livro.

Agora, qual indicação você mais gostou? Se eu fosse você, colocava todas elas na sua lista de próximas leituras, hein.

Curioso para o próximo Clubinho? Fique de olho, pois no próximo mês mais inspirações virão por aí. Por enquanto, fique com outros conteúdos que já foram indicados em outros clubinhos:

Prestigie conteúdos produzidos por mulheres!

Confira mais em nosso clubinho #6: feito por elas

Mais conteúdos para quem quer expandir seus conhecimentos!

Quer ler mais livros? Tem livros para doar?

Conheça a Janela do Conhecimento, nossa biblioteca comunitária.
Dicas de gestão de crise durante a pandemia

“A crise chegou sem aviso, não estou preparado, o que fazer agora?”

As sensações de pânico e incerteza são naturais em momentos de crise. Em meio a tanta informação e um cenário tão avassalador, a agência resolveu ajudar da melhor forma que pode: compartilhando informação e conhecimento.

Venha conosco nesta leitura refletir sobre as melhores ações que podem ser tomadas para seu negócio sobreviver à crise e como a comunicação é chave para isso.  Vamos indicar várias fontes de informação e campanhas que já foram exemplo neste período, mas, primeiro, fique com a palavra do chefe da agência:

Precisamos falar muita coisa, sobre OPORTUNIDADES também!

Venho conversando bastante com os nossos clientes aqui na Big Dream Agência e como se posicionar em relação ao COVID-19. Todos sabemos do grau de cuidado que devemos ter a partir de agora com nosso convívio social, vida pessoal e profissional, mas ainda não falamos sobre o momento oportuno que estamos vivendo? Como assim Júlio? Tá maluco? Não tô, e já te digo o porquê.

Nós, empreendedores, precisamos sempre dar um passo para trás e analisar o cenário como um todo, seja caótico ou maravilhoso. Nossas tomadas de decisões agora vão nos encaminhar a um segundo semestre bom ou ruim. E é por isso que digo que temos sim oportunidades. Quais são elas:

Crie um novo processo de vendas. Intensifique seu trabalho nas redes sociais e/ou loja virtual se você é lojista. Caso possua um restaurante e ainda não trabalha com take-out ou delivery, a hora é agora.

Crie pacotes de produtos. Todos nós percebemos que as prateleiras dos mercados estão cada vez mais vazias. Será que não é a hora de você pensar em pacotes de produtos para que a pessoa possa ter um estoque mínimo do seu produto também em casa?

Crie novos cenários de trabalho. Mesmo que você tenha uma sede física e o trabalho dificilmente poderá ser remoto, é bom você pensar sobre. Pense em como talvez você possa diminuir a equipe sem afetar os prazos de qualidade e entrega, realocando-os gradativamente semana a semana. Pense no pior cenário possível e interprete como você e a sua empresa poderiam sobreviver e continuar trabalhando sem comprometer a saúde financeira ou até a “vida” da empresa.

Acelere sua presença digital. Com as pessoas ficando cada vez mais tempo em casa ou até mesmo trabalhando home office, a obviedade é de que passem mais tempo nas suas redes sociais. Não vai se esconder justo agora né?

Nunca pare de criar anúncios pagos nas redes sociais ou Google para economizar dinheiro. É como querer parar seu relógio para economizar tempo.

Além de tudo isso, acredito que precisamos ficar calmos e pensar além da crise, antecipar o pior cenário para agir com antecedência, comunicar com clareza que você está ao lado de seus colaboradores e comunidade, trabalhando sempre com fatos, não rumores. Escolham fontes de informação com cuidado. Confie em informações equilibradas e de alta qualidade para tomar decisões. Crie oportunidades de evoluir o seu negócio, mas tome cuidado para não parecer oportunista.

Contem sempre comigo para ajudá-los a superarmos tudo isso.

Um forte abraço!

Júlio César Feiden

Outras leituras importantes

Reunimos aqui alguns guias e textos que podem ajudar a montar uma estratégia personalizada para o seu negócio: 

Como reduzir o impacto nos negócios causado por uma pandemia

Veja o guia completão de gestão de crise realizado pela agência de bolso.

Guia de Gestão Financeira para orientar pequenos negócios

Sebrae lançou um mini guia com dicas de especialistas, alinhadas às medidas do Banco Central e Febraban

Monitoramento COVID-19

Pesquisa mapeou a reação e comportamento dos brasileiros durante a primeira onda do coronavírus, incluindo questões de consumo e comércio.

Iniciativas para ajudar o empreendedorismo na crise do coronavírus

Portal da Exame reuniu um conjunto de iniciativas que ajudam o empreendedor a enfrentar o período de crise.

Recursos para ajudar seu pequeno negócio a atravessar tempos de crise

Lista de dicas básicas da Google para pequenas empresas

Como tomar decisões para seu negócio em meio à pandemia

O jornal Nexo entrevistou especialistas da área para entender a situação e as possíveis ações

Como organizar seu trabalho e os processos da sua empresa

Texto da agência com programas e métodos que podem auxiliar no trabalho home office.

Um guia para trabalhar a distância em situações de emergência

O 'Remotos para o Bem' é um guia da Officeless para ajudar a organizar e gerir o trabalho home office.

4 dicas para manter a produtividade no home office

Galera do Google reuniu algumas dicas de produtividade durante o home office.
Clubinho da Inspiração #6: feito por elas

Bem-vindos ao Clubinho da Inspiração!

Regularmente, reuniremos algumas das principais indicações de conteúdos que devem justamente inspirar: reflexão, criatividade, sabedoria, emoção e críticas. 

Essa sexta edição é uma pra lá de especial! Isso porque ela tem como tema central destacar conteúdos produzidos por MULHERES. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, lembramos a importância de reconhecer e consumir produções femininas, que muitas vezes ainda são negadas seu devido espaço na sociedade.

Todo mês, cada participante indica um conteúdo de forma secreta. As indicações são sorteadas entre o grande grupo (tipo amigo secreto). Cada um fica responsável de consumir o conteúdo que sortear dentro do prazo combinado. 

No dia da reunião do clubinho, além de muita comilança, todos apresentam seus conteúdos, com o objetivo de uma reflexão coletiva e, claro, para tentarmos adivinhar quem o indicou em primeiro lugar. 

1 – Seja criativo;

2- Qualquer produção vale como indicação (não se prenda apenas ao óbvio);

3- Produções que incentivem preconceitos e cultura de ódio estão VETADAS;

4- Tente diversificar e apresentar produções de pouco reconhecimento ou desenvolvidas por minorias sociais;

5- Seja crítico com aquilo que consome (nada de passar pano);

6- No dia da reunião, sempre que possível, traga ceva, comes e boa conversa consigo;

7- Engaje nas conversas dos outros conteúdos que não foram indicados ou sorteados por ti;

8- Venha de mente aberta, sempre!

No momento, os integrantes do clubinho fazem parte da equipe da agência, mas quem sabe, no futuro, você também possa fazer parte. Caso tenha interesse, estamos de portas abertas (nos contate!). 

Agora, as feras indicadoras:

Júlio #boss, Amanda #jornalista (social media e redatora), Daiane #designer (head de criação), Joel #criação e Alan #comercial (ainda criaremos apelidos mais criativos). 

Percebemos que, no mundo de hoje, podemos aprender em espaços que vão muito além de cursos e conteúdos educacionais. 

Ainda mais na era de produção de conteúdo, na qual podemos encontrar e explorar algo interessante e criativo, em grandíssima quantidade, nos mais diversos formatos. 

Pensando nisso, e mergulhados no sentimento de que muitas vezes ficamos perdidos com a quantidade enorme de opções de consumo (todos sabemos o que é demorar horas para escolher algo na Netflix), resolvemos criar uma forma de “trocar” conteúdos. 

Assim, o objetivo é guiar um ao outro em meio à imensidão de produções. Além de aumentar o repertório (algo muito importante quando se trabalha com criatividade) e gerar reflexões mais profundas sobre assuntos que muitas vezes ignoramos.  

produção jornalística

Open Box da Ciência

produção: gênero e número
2020

SOBRE

Você já parou parou para pensar quantas mulheres têm acesso à educação superior? Qual será o perfil dessas mulheres? Será que o trabalho desenvolvido por elas tem o devido destaque?

Foi para responder essas questões que o grupo Gênero e Número criou o projeto Open Box da Ciência, um site que reúne uma rica base de dados ilustrada, chamada de cartografia, onde é possível encontrar as principais pesquisadoras brasileiras, separadas por área de pesquisa, região do país e instituição acadêmica. Além disso, reportagens e entrevistas apresentam aquelas que se destacam em cada setor de estudo, divididos por: ciências biológicas, ciências sociais aplicadas, ciências exatas e da terra, engenharias e ciências da saúde. 

Lá você também terá acesso a 497 artigos dessas mesmas pesquisadoras, de assuntos que abordam desde medicina, direito, ciência da informação, educação física a engenharia aeroespacial. O conhecimento é amplo e demonstra o poder de atuação da mulher dentro dos centros de pesquisa, o que nem sempre é o que vemos em congressos ou dentro das próprias universidades. 

Logo abaixo no site, há um espaço de interatividade no qual é possível medir seu nível de contribuição à ciência. Para isso, basta responder algumas perguntas. Em seguida, também há um conjunto de gráficos que apresentam o cenário racial dentre os estudantes de ensino superior e os pesquisadores acadêmicos. Neste ponto é bem visível a desigualdade de acesso de raças específicas, que ainda enfrentam diversas barreiras econômicas e sociais, sem falar no preconceito e na invisibilidade. 

Além de explorar esse belíssimo trabalho, indicamos um visitinha ao portal jornalístico do Gênero e Número. Com uma equipe composta somente por profissionais mulheres, o intuito desta produção independente é dar visibilidade a pautas do mundo feminino com base em pesquisa e dados. Esse super projeto, de tempos em tempos, se dedica a desenvolver grandes reportagens e mapeamentos – vale a pena ver também o Mapa da Violência de Gênero.

podcast

Mulheres e Futebol

produção: Conexão Feminista
48 minutos

SOBRE

Como mulher, você se sente segura de ir a um estádio de futebol sozinha? Quando você liga a TV em um canal esportivo, qual o gênero mais presente entre os comentaristas esportivos? E no mundo esportivo, as atletas têm o mesmo reconhecimento que os atletas?

São reflexões como essas que este episódios do podcast Conexão Feminista busca fazer. Em menos de uma hora de conversa, os mais diferentes pontos são abordados buscando-se entender os estereótipos, preconceitos e desigualdades de gênero que existem dentro do esporte, do futebol, do jornalismo esportivo e entre as torcidas. 

Para explorar esse tema com embasamento, esse episódio do podcast entrevistou a jornalista Renata Mendonça, uma das jornalistas responsáveis pelo popular blog Dibradoras – hoje parte do portal Uol – um espaço dedicado a noticiar e refletir sobre futebol feminino, mulheres no esporte e questões feministas no futebol, formado por três profissionais que amam futebol. 

A experiência de Renata contribui para uma conversa rica e ampla sobre as barreiras que a mulher enfrenta no esporte e no futebol. Seja como atleta, jornalista, técnica, juízas ou torcedora, o âmbito do futebol ainda é pouco receptivo. Permeado por uma cultura masculinizada e um tanto machista, o futebol ainda é pouco explorado pelas mulheres justamente pelas dificuldades e pelo tratamento agressivo que eles precisam enfrentar. 


Da falta de respeito de segurança, ao descrédito e invisibilidade, as mulheres precisam lidar com gestos sexuais, perguntas bobas como “o que é um impedimento”, falta de espaço de fala, pouco investimento, baixo incentivo e só são aceitas em papéis sexualizados como “musa do brasileirão” e cheerleaders. Vale a pena dar o play e refletir sobre coisas consideradas tão naturais, mas que são tão nocivas às mulheres e impedem que elas consigam curtir o futebol ou ser parte dele.

série-documentário

Being Serena

plataforma: HBO
2018 | 5 episódios

SOBRE

Como deve ser a vida da tenista mulher número um do mundo? 

Venha descobrir nesta série-documentário, que apresenta os bastidores de um período decisivo na carreira da atleta Serena Williams. Considerada uma das maiores atletas do tênis, ela conquistou 23 torneios de Grand Slam simples, além de 14 outros ao lado da irmã mais velha, Venus Williams. Ao todo são 72 torneios simples vencidos e 22 torneios em dupla. 

Seu legado como tenista profissional é gigantesco e indiscutível, mas isso não diminui o peso que ela sente por ser mulher, principalmente quando enfrenta decisões e escolhas entre sua vida pessoal e profissional. Esse é o principal foco desta primeira temporada da série, que acompanha a descoberta da gravidez de Serena, durante uma final de um  grande torneio, todo o processo de gravidez, seu casamento, o parto e a volta às quadras após os primeiros meses de vida da filha. 

Dentre cobranças pessoais e externas, ela passa pelo fardo que muitas mulheres encaram ao optar pela maternidade: os problemas e barreiras estipulados pelo mercado de trabalho, que, muitas vezes, as colocam em desvantagem ao restante. No caso dela, como atleta, os impactos são ainda maiores devido ao fator físico, mas, em geral, esse dilema é vivenciado pela maioria da mulheres, que precisam conciliar a construção de uma carreira profissional com a formação de uma família. 

Dois grandes exemplos disso são a decisão pelo parto de cesárea de última hora, procedimento que dificultou sua volta ao esporte e tornou seu período de recuperação ainda maior, e o momento em que ela precisou optar entre continuar ou deixar de amamentar a filha, levando em conta a melhora de sua performance física. 

Além disso, a narrativa destaca a força desta grande mulher, cuja vida serve de exemplo e inspiração para muitas mulheres, seja no esporte ou em qualquer outro setor. Humanizá-la e torná-la alguém próximo de todos nós demonstra como a mulher não é uma super-heroína, mas sim, alguém que batalha porém também sofre e precisa de apoio.

Fotografia

Annie Leibovitz 

fotógrafa nas revistas rolling stone e vanity affair

SOBRE

Você já deve ter visto a famosa fotografia de John Lennon nu abraçando e beijando sua esposa, Yoko Ono, em posição fetal. Essa foi uma das capas mais icônicas da revista Rolling Stone, montada em homenagem à Lennon após sua morte em 1980. A foto, tirada cinco horas antes da morte do músico, tornou-se um marco cultural e uma das principais obras da fotógrafa Annie Leibovitz. 

Hoje, já reconhecida como um grande nome da fotografia, Leibovitz  é lembrada por ser uma das pioneiras na representação feminina em um meio majoritariamente masculino. Seu currículo recheado de imagens icônicas de personalidades famosas destaca seu olhar único e artístico, o que também a tornou em uma das fotógrafas favoritas das celebridades. 

Sua carreira iniciou na revista Rolling Stone nos primeiros anos da publicação, período em que pode experimentar e desenvolver seu estilo, que acabou se tornando uma marca registrada da própria revista. Lá ela acompanhou turnês de grandes bandas do rock e teve a oportunidade de fotografar grandes estrelas da música e personalidades do mundo. Em 1971 foi nomeada chefe de fotografia da publicação, cargo que ocupou durante 10 anos. 

Na década de 1980, seu estilo único de iluminação, colorações e poses ousadas lhe garantiu uma vaga na revista Vanity Fair, especializada em Hollywood, celebridades e cinema. Esse projeto também é marcado por fotografias inesquecíveis, como a foto de capa da atriz Demi Moore grávida e nua, a imagem foi tão marcante que se tornou uma base para ensaios de mulheres grávidas ao redor do mundo.  

Atualmente, ela continua seu trabalho de destaque entre revistas e projetos de renome, como a campanha realizada para a Walt Disney, na qual famosos foram fotografados representando clássicos contos de fadas. Em adicional, suas fotografias atuais contam com maiores retoques de programas de edição, que permitem com que ela transforme ambientes e perspectivas de forma artística. 

Para saber mais sobre sua carreira e suas inspirações, indicamos assistir ao documentário Annie Leibovitz: A Vida Através da Lentes (2007).

cinema

Para todos os garotos que já amei

plataforma: netflix
2018 | 99min

SOBRE

Comédia romântica é vidaaaa! Toda geração tem sua comédia romântica adolescente, e a Netflix quer renovar essa tradição com uma sequência de filmes adolescentes que ganharam destaque do público. 

Além disso, eles querem abrir espaço para representatividade de minorias no cinema, como é o caso de muitos filmes, inclusive “Para todos garotos que já amei”. Baseado no livro best seller de mesmo nome, escrito por Jenny Han, a adaptação cinematográfica é também dirigida e escrita por uma mulheres – Susan Johnson e Sofia Alvarez respectivamente. Além disso, a história tem como protagonista uma menina de origem oriental, uma etnia pouco representada na cultura (e quando representada, ainda muito dependente de estereótipos negativos).

Logo quando lançado, o filme se tornou um dos mais assistidos do streaming e recentemente ganhou uma sequência. Sua narrativa apresenta a história de Lara Jean, uma jovem que tem o hábito de escrever cartas aos garotos pelos quais se apaixona, porém nunca as envia. Todas essas cartas acabam sendo guardadas dentro de uma caixa, lá elas são descobertas pela irmã mais nova de Lara, que acaba enviando-as a todos os garotos endereçados. A partir disso, as confusões se desenvolvem trazendo o melhor do drama das relações adolescentes e os clichês das comédias românticas. 

Em geral, a produção se destaca das demais pelos pequenos momentos de simplicidade e realismo, enquanto ainda abusa do imaginário adolescente e hollywoodiano. Sem falar que, diferente das outras décadas, os romances agora são permeados pelas redes sociais e a exposição na mídia, tema abordado pelo filme de forma natural, e possuem maior abertura para tratar de assuntos como sexualidade, empoderamento feminino e pressões sociais, aspectos que moldam também alguns momentos desta produção.  

Para ver mais produções incríveis da Netflix, feitas por mulheres, sobre mulheres e para mulheres, veja a campanha de curadoria do Dia Internacional da Mulher: Porque Ela Assistiu.

Agora, qual trabalho feminino você gostaria de destacar? Quantas produções femininas você já consumiu? Que tal dedicar mais tempo para consumir e reconhecer trabalhos feitos por mulheres?

Não sabe por onde começar? Fique tranquilo! Temos um blog inteiro recheado de projetos, listas, podcasts e outras produções femininas. Confira: 

Conteúdos produzidos por mulheres!

Confira mais em "ESPECIAL DIA INTERNACIONAL DA MULHER: Coleção de Conteúdos"
E-commerce: a loja virtual como canal de vendas

Você já fez alguma compra on-line?

Duvido que a sua resposta seja não. Isso porque a internet se tornou um dos principais canais de compra nos últimos anos, com mais de 80 milhões de consumidores brasileiros, segundo o Sebrae. De grandes lojas de varejo a pequenos negócios, o espaço democrático de mercado, com diversos canais de divulgação e nichos de consumo, mostrou-se um sucesso tanto para o empresário quanto para o consumidor, ali ambos saem ganhando.

Depois dos primeiros anos de desconfiança, baixa qualidade e pouca atividade, hoje já sabemos que as compras na internet são, em geral, seguras e práticas, com sistemas intuitivos de acesso que colocam a experiência do cliente em primeiro lugar e personalizam-a. Esse movimento cultural e tecnológico levou ao aumento astronômico do número de consumidores adeptos à compra on-line, que em 2001 era de apenas um milhão. 

A tendência é que esse espaço cresça cada vez mais no Brasil. Novos consumidores surgem a cada ano com a inclusão de novas classes econômicas no mundo digital, tanto que, no primeiro semestre de 2019, 5,3 milhões de consumidores fizeram sua primeira compra on-line,  conforme levantamento da 40ª Webshoppers. São dados positivos como esse que levam o país ao terceiro lugar no ranking mundial de compras pela internet e ao primeiro no ranking sul-americano

Para empresas tradicionais que querem se reinventar ou aos novos empreendedores, faz sentido se sentir atraído e querer entrar nesse mercado, seja como uma loja nativa digital ou como um adicional ao comércio físico. Mas, antes de tomar a decisão final, é muito importante compreender e tirar as dúvidas sobre o que são e como funcionam as lojas virtuais. Para ajudá-lo nisso, traremos neste texto um pequeno resumo sobre esse fenômeno comercial

O que é e-commerce? Quais suas variações?

Traduzido ao português como comércio eletrônico, um e-commerce é uma estratégia de negócios por meio de uma estrutura digital que ofereça um processo de compras e vendas on-line. O site dedicado a isso é conhecido como loja virtual, um espaço digital que agrega muitos dos aspectos do espaço físico, mas oferece uma experiência diferenciada de consumo.  

Ou seja, assim como uma loja física, ela também possui estoque, catálogo de produtos, atendimento ao cliente, marketing e controle de finanças. Contudo, suas interações são feitas via ferramentas digitais – como smartphones e notebooks – em plataformas na internet. Assim, o processo de compra e venda tem algumas diferenças e deve seguir alguns passos para segurança e direito do consumidor. 

Outro conceito é o de marketplace. Neste caso, uma marca ou pessoa realiza a venda de seus produtos via uma plataforma comum de vendas, compartilhada entre marcas e administrada por uma empresa. Plataformas populares de marketplace são: OLX, Mercado Livre, Magazine Luiza, Amazon, Ponto Frio, Elo7 e outros. 

A última novidade são as lojas em redes sociais, como no caso do Facebook e Instagram. Sua existência veio para facilitar a divulgação das lojas virtuais e produtos diretamente nas publicações das mídias sociais. Nelas, a empresa pode registrar todos os produtos que possui em sua loja virtual ou marketplace, linkando um ao outro. Ou seja, esse serviço serve como um catálogo personalizado nas redes sociais da marca.

Vantagens de ter uma loja virtual?

Os últimos anos foram marcados pelo surgimento de tecnologias disruptivas que levaram a mudanças na forma que nos comunicamos, vivemos e, claro, consumimos. A internet e o Wi-Fi possibilitaram o acesso a um novo mundo de possibilidades, onde podemos fazer milhares de ações diferentes com apenas um clique – como transferir dinheiro por uma conta digital ou comprar um produto. Isso naturalmente transformou o comportamento de consumo, instigando a preferência crescente pelo consumo on-line ou omnichannel (em mais de um canal). Assim, uma das principais vantagens da loja virtual é um amplo (e crescente) público que cada vez mais busca realizar suas compras na internet.

Esse público sente-se atraído por diversos fatores, os principais são: a praticidade da compra, que pode ser realizada a qualquer horário e dia, de qualquer lugar; e os preços mais baratos, pois uma loja digital não adiciona certos custos como a loja física, por exemplo não há o aluguel e manutenção do espaço, salários de colaboradores e comissão de vendedores. Outra super vantagem ao consumidor, que se tornou um comportamento comum, é a possibilidade de comparar preços facilmente. Neste aspecto, sua loja on-line pode até ser um chamariz à loja física.

Conheça o comportamento dos novos consumidores!

Não fique para trás, veja as tendências de consumo em nosso texto "Entenda a jornada de compra dos novos consumidores".

Como já vimos, a sociedade em grande parcela já realiza suas compras via internet e esse grupo tende a cada vez mais migrar seu consumo do off-line ao on-line. Em frente a esse cenário, as empresas com loja virtual ganham visibilidade e um novo canal de vendas a um público específico ou de massa. Imagine, ao invés de alcançar apenas os clientes da região onde sua loja física está localizada, preso ao número de pessoas que passam pela rua ou que são alcançadas via marketing, você pode alcançar o público de qualquer lugar do Brasil ou até do mundo por diversas ferramentas de divulgação on-line, desde redes sociais até a clássica pesquisa no Google. 

Em outras palavras, esse é um espaço que permite o crescimento da marca, que pode expandir os horizontes, atingir novos territórios, ter acesso a um fluxo de público amplamente maior e conquistar uma grande quantia de novos clientes. Isso porque os clientes on-line são uma soma à clientela que já se possui na loja física. Além disso, será mais fácil de visualizar a jornada de compra na sua loja virtual, pois ela permite um melhor controle das métricas de venda, nas quais você pode segmentar seus clientes e traçar os perfis de compra, algo difícil de se fazer em uma loja física. Esses dados são um guia importante para produzir estratégias de marketing no meio digital e facilitam a relação pré e pós venda com o cliente.

Para aqueles que não têm uma loja física e querem criar apenas uma loja virtual, as vantagens ainda são igualmente válidas, principalmente se você busca iniciar um negócio sem precisar do alto investimento físico inicial. E, no futuro, você sempre pode optar por abrir uma loja física, caso queira.

Tendências da compra on-line

Sempre em movimento e suscetível a constantes mudanças, o e-commerce não pode ficar para trás quando se trata do comportamento do consumidor e do mercado. Veja algumas das principais tendências conforme apontado por pesquisas do setor:

Mobile

Das novas compras on-line realizadas no primeiro semestre de 2019, 64% foram via smartphone. Assim, as compras estão também (e principalmente) na palma da mão. É importante ter um site responsivo, que se adapte bem a esse modelo. 

Omnichannel

A Transformação Digital nas empresas e na vida dos consumidores levou à busca por marcas que possuam presença multicanal de forma complementar, no on-line e off-line, sem que um sobreponha o outro.  A estratégia transmídia é uma forma criativa de conectar o marketing dos diferentes setores.

Black Friday

Uma das datas mais importantes do comércio atual tem seu ápice nas vendas on-line. Em 2019, as compras em plataformas digitais cresceram 23,6% na data, alcançando o valor de R$ 3,2 bilhões em vendas. Dessa forma, a data se tornou referência para a criação de estratégias de venda on-line e destacou a importância da promoção criativa também no digital. 

Interface

Os consumidores demandam uma experiência de compra simples e prática, com interfaces intuitivas, modernas, conectadas às redes, e atendimento rápido disponível 24h. Além disso, a diversidade de formas de pagamento, envio/retirada, cancelamento e troca são um motivo a mais para se destacar.

Como criar uma loja virtual

Quer ter uma máquina de vendas na internet, mas não sabe por onde começar? Então venha aprender conosco em nosso primeiro evento!

A Big Dream, em parceria com a Get Commerce, quer ensiná-lo que ter uma loja virtual nunca foi tão simples. Para isso, planejamos uma noite de palestras e troca de experiências (mesa redonda) com o objetivo de impulsionar a sua empresa no mundo digital.

Como organizar seu trabalho e os processos da sua empresa

Seja no marketing ou em outros setores da empresa, a organização é um dos pilares fundamentais da produtividade e do sucesso. É quase impossível produzir algo em meio ao caos que gere resultados positivos. Mesmo que seja um cargo que lide com criatividade e inspiração, o que muitas vezes está conectado a uma maior liberdade e flexibilidade de trabalho, a organização ainda exerce um papel importante para garantir a execução do trabalho e amenizar fatores negativos que possam atrapalhar, como a procrastinação e a realização de tarefas desnecessárias. 

Hábitos básicos de trabalho já ajudam muito a manter a organização, como realizar reuniões semanais ou possuir uma agenda para anotar aquilo que for importante. A própria comunicação clara e aberta entre colaboradores é uma forma básica de organização. Mas, caso você queira ir além, estamos aqui para ajudá-lo! Neste texto vamos apresentar um passo a passo para organizar a cadeia de produção, além de reunir algumas indicações de ferramentas e métodos para você que busca encontrar uma forma mais efetiva de organizar seu trabalho, seu dia ou sua empresa.

Dicas para organizar o processo de trabalho

Primeiro, tenha em mente que a organização deve melhorar o fluxo de trabalho e não torná-lo burocrático e engessado. Para fugir disso, simplifique. Não complique o que já existe (exato, seus processos de trabalho já existem), apenas é preciso criar um padrão que os melhore. 

Aqui estão algumas ações – como os próprios verbos destacam – para ajudar na padronização dos processos:

Identificar todas as áreas, produtos e serviços do seu negócio e quem são os responsáveis (gestores, colaboradores) de cada departamento, para então ter noção do que é executado no dia a dia de trabalho.

Mapear e descrever as tarefas e os responsáveis por cada etapa. Quanto mais completo e detalhado for o mapeamento, mais fácil será de organizar. Caso ajude, ilustre o processo visualmente, com post-its ou organogramas.

Analisar o mapa. Esse é o momento de visualizar a cadeira de tarefa, determinando quais as ações de mudança que devem ser tomadas. É como um diagnóstico dos processo da empresa, no qual será mais fácil de identificar os pontos que geram problemas ou aqueles que devem ser aprimorados. 

Determinar as mudanças necessárias. Defina quais atividades precisam ser padronizadas, automatizadas, otimizadas, substituídas ou priorizadas dentro do fluxo de trabalho. Isso sempre com um objetivo em mente: ganhar tempo e eficiência. Para ajudar neste exame, pergunte-se: essa atividade deve ser manual ou pode ser automatizada? Esse serviço deve ser interno ou pode ser terceirizado? Coloque na mesa todas as questões importantes.

Comunicar as alterações. No caso de afetar o processo de toda uma equipe ou de toda empresa, reúna o time e prepare-os para os novos padrões, criando um canal aberto de apoio para essa transição. Apresente os modelos novos de trabalho, explicando as vantagens da mudança e tirando todas as dúvidas necessárias.

Por último, após a aplicação do novo método de trabalho, é hora de acompanhar. Na rotina diária, será possível avaliar se as etapas estão funcionando de maneira eficiente e se os processos se sustentam conforme previsto. Esteja próximo para ver o desenrolar das mudanças, escute seus colaboradores e esteja aberto para trabalhar em conjunto. Monitore os resultados, lembrando que existe um período de adaptação e que a melhoria é contínua ou, algumas vezes, vem em longo prazo. Sempre que julgar necessário, altere o mapeamento inicial e faça ajustes até chegar ao modelo ideal.

Ferramentas que podem ajudar

Certas ferramentas podem ser ótimas aliadas na hora de organizar os processos, otimizar o tempo e padronizar as etapas de cada serviço. Aqui na agência estamos sempre em busca de novas opções que possam aprimorar nosso método de trabalho. Essas são algumas das ferramentas funcionais que utilizamos ou que indicamos (vale a pena testar):

Trello  

O Trello é um aplicativo de gestão de tarefas baseado na metodologia Kanban (que explicamos melhor mais abaixo). Ele permite que você crie grupos e personalize fluxos de trabalho em colunas, utilizando listas, check-lists, data de entrega, adesivos coloridos e muitas outras features. É uma boa forma de ilustrar um passo a passo de trabalho e de tornar o processo mais intuitivo.

Office 365  

O Office 365 é um pacote recheado de opções e ferramentas da Microsoft voltadas à produção, comunicação e organização no mundo digital. Suas funções permitem desde ações básicas – como escrever um texto ou fazer uma tabela – até mais complexas – como fazer reuniões à distância e armazenar documentos e backups. Tudo isso com total segurança e privacidade dos dados

Para saber mais sobre seus benefícios, indicamos o blog da GarraTech: “Qual a melhor solução em organização e produtividade empresarial?

Google Keep  

Pessoalmente, um dos nossos favoritos, ele é um aplicativo simples e prático para se criar listas de tarefas ou fazer anotações momentâneas em qualquer lugar, uma versão melhorada do famoso bloco de notas. Todas as informações ficam registradas on-line e podem ser compartilhadas via e-mail com outras pessoas ou transferidas para outras ferramentas do Google. Algo útil tanto na vida profissional, como na pessoal. 

Slack  

O Whatsapp pode ser um ótimo aplicativo para fazer a comunicação empresarial – é prático, móvel e seguro. Mas, para aqueles que querem personalizar a comunicação interna e evitar o acúmulo de informação empresarial no telefone pessoal, indicamos o Slack. Seu funcionamento é simples e bastante intuitivo, com diversas características similares aos bate-papos que já conhecemos nas redes sociais. O que o diferencia é uma visão mais empresarial, que permite criar grupos (ou canais) personalizados e adicionar apenas os colaboradores da empresa, além de features especiais para se explorar. 

Feedly  

Esse é para aqueles que gostam ou precisam estar bem informados diariamente. Ele é um aplicativo em inglês que permite reunir em um só lugar todas as notícias que você precisa (de canais brasileiros e internacionais). Ou seja, ao invés de acessar portal por portal, você pode seguir as publicações que gosta, criar um feed de notícias, classificá-las por temas/grupos e favoritar as notícias em quadros temáticos. A atualização é automática e você precisa apenas acompanhar a leitura conforme preferir. Todas essas funções fazem parte da versão gratuita, já a versão paga permite seguir palavras-chaves no Google e feeds do Twitter

Métodos populares

Alguns métodos de trabalho e produção se tornaram populares nos últimos anos, principalmente em setores de produção e tecnologia da informação. Logo essas metodologias foram adaptadas e introduzidas no meio dos negócios em todos os setores. Conheça algumas delas:

Pomodoro  

Uma técnica clássica desenvolvida por Francesco Cirillo no final dos anos 1980, inspirada em um relógio gastronômico em formato de tomate (daí o nome – pomodoro significa tomate em italiano). Sua premissa simples e prática utiliza o tempo e foco como método de produtividade, tendo em mente um equilíbrio entre alguns minutos de foco total no trabalho (sem pausas) e alguns minutos posteriores de descanso.

Aplicá-la é fácil: escolha uma sequência de tarefas a serem executadas e ajuste um cronômetro (o tempo base é 25 minutos, mas você pode personalizá-lo). Durante esse tempo, foque-se totalmente em uma das tarefas da lista, evitando distrações, mas caso elas ocorram, anote mentalmente ou em um papel a quantidade em que ocorrem. Ao final do tempo, se o total de distrações for menor que quatro, faça uma pausa de 3 a 5 minutos de descanso; se tiver mais de quatro marcações, faça uma pausa mais longa de 15 a 30 minutos. Depois, retome o trabalho do primeiro passo. 

Kanban  

Originado na área de administração de produção como um aperfeiçoamento da metodologia Just In Time do Sistema Toyota de Produção, esse método utiliza cartões para sinalizar os fluxos de produção. Ele é um sistema bastante visual, que pode ser feito de forma concreta, por post-its na parede, por exemplo, ou on-line, por aplicativos como o Trello. Nela, o fluxo de serviço é dividido em fases e as ações são passadas de um para o outro até serem finalizadas, permitindo o acompanhamento de todos os setores. Todas as tarefas funcionam sob demanda e buscam um equilíbrio entre os processos anteriores e posteriores.

Agile ou Método Ágil  

Criada como uma forma de disciplina para o desenvolvimento na engenharia de softwares, boa parte de seus princípios surgiram com o Manifesto Ágil, em 2001.  Em poucas palavras, seu propósito prima por práticas que visem a entrega rápida e contínua, sempre com alta qualidade, auto-organização, comunicação frequente, além de inspeção e adaptação constante.

Sua metodologia se divide em várias, em geral voltadas ao acompanhamento de projetos mais complexos

Scrum  

Uma das metodologias que compõem o Agile, sua função tem como objetivo auxiliar no gerenciamento de projetos, priorizando a agilidade e determinadas fases do processo. Tornou-se bastante popular nos últimos anos, sendo utilizada por grandes empresas, como a Rede Globo, Google e Yahoo. 

Seu andamento possui diversas nomenclaturas próprias, como Sprint (período de tempo, de até quatro semanas, na qual as atividades definidas devem ser realizadas) ou Daily Meeting (reuniões diárias e rápidas para alinhar o andamento das atividades da Sprint e entender as possíveis dificuldades). 

Para conhecer melhor esse método, veja esse texto do Portal Transformação Digital: O que é Scrum?

Já conhecia algumas dessas ferramentas e métodos? Tem mais alguma que gostaria de indicar? Estamos sempre abertos para conversar. Contate-nos pelas nossas redes sociais ou pelo whats: (51) 9744-3997

Caso teste ou aplique alguma delas, aproveite também para nos contar como foi a experiência.