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A conexão mais valiosa é a afetiva

 Várias conexões são de extrema importância para quem possui um negócio, mas não se iluda, não há conexão mais valiosa do que com o público. Talvez um conexão financeira lhe auxilie a subir no mercado, ou um influencer lhe presentei com popularidade e reconhecimento, porém, no final das contas, quem repercute e consome sua marca é o cliente. Ele que podem trazer a ascensão ou morte do seu empreendimento.

 Partindo dessa afirmativa, percebemos a importância de uma boa relação com o consumidor e boas ações de marketing e comunicação. Contudo, há um conceito que eleva tudo isso a outro patamar: o conceito de Economia Afetiva apresentado pelo pesquisador Henry Jenkins (já citado anteriormente no blog) no livro Cultura da Convergência.

 Esse termo nada mais é que uma referência ao consumo realizado por uma conexão afetiva criada entre cliente e marca. É um reconhecimento emotivo que o indivíduo desenvolve com a empresa, e isso pode ocorrer por vários motivos, que muitas vezes se somam. Geralmente, o que seduz o cliente a se fidelizar a uma marca são fatores de marketing de cultura (produções e experiências de storytelling, transmídia, social media, e outros); personificação de atendimento e tratamento humanizado nesse meio; e marketing de causa (engajamento em causas sociais, ambientais e éticas, assim como, a prática mais humanizada ou sustentável de produção e publicidade).

"As emoções são uma ótima opção para estabelecer o contato com os consumidores. E o melhor é que a emoção é um recurso ilimitado".

Henry Jenkins, 2008

 Para gerar um estratégia de marketing que objetive uma economia afetiva, percebe-se que vários fatores devem ser levados em conta, portanto, realmente não é algo que se realiza da noite para o dia. Mas, com o planejamento correto, o estudo de público e uma mente mais aberta no momento dos negócios, sempre primando o cliente e a credibilidade, se chega lá (lembrando: não adianta vender uma imagem falsa somente para se conectar com o público, é preciso ser a imagem que se constrói).

 O que se obtém com essa prática é uma clientela fiel, que muitas vezes se transformam em fãs, assim propagando a marca e levando-a consigo como parte de sua personalidade.

Lovemarks 

 Essas são as marcas que alcançam um patamar de ligação profunda com um grupo de clientes. É quando o negócio se torna algo querido do público, que o reverencia e defende como um fã a um ídolo. Assim, a marca acaba se tornando parte da experiência diária de um indivíduo, que tanto online como offline, traz a bandeira da empresa ‘amada’ consigo.

 Alguns dos exemplos mais clássicos são a Coca-Cola, Disney e Apple, que possuem um apoio, adoração e conexão emotiva bastante firmada. Algo bastante entendível se avaliarmos as estratégias de marketing e comunicação de ambas. Que combinam o emocional, o social, o ecológico, o cultural e a excelência no atendimento e na experiência ofertada.

 Mais atualmente, podemos ver novas marcas crescendo cada vez mais devido essa estratégia. Como principais exemplos temos a Netflix (empresa de streaming online), Spotify (empresa de streaming de música), McDonalds (empresa de fastfood), Nubank (startup financeira online), Boticário (empresa de cosméticos), e Uber (aplicativo de mobilidade) – que demonstrou seu poder de público com o caso da PLC 28/2017.

0%
das vendas são realizadas por
0%
da base de consumidores
sendo que esses 20% em sua maioria são os consumidores mais ativos e fiéis (Henry Jenkins, 2008)

 Reconheça o cliente sempre, essa é o primeiro passo a se dar para se chegar ao destino final que é a economia afetiva de sucesso.

Conheça mais um conceito de Henry Jenkins

Em nosso texto "Da cultura para publicidade: a atração do projeto transmídia"

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