Afinal, o que é branding?

Quer investir em marketing para sua empresa mas está perdido em meio a todos esses termos em inglês? É normal não entender muitos dos jargões, mesmo os básicos, do mundo do marketing, levando-se em consideração não somente a complexidade da área, mas o fato de muitos de seus conceitos serem de origem estrangeira, por isso, não possuírem uma nomenclatura em português.

Mas, estamos aqui para ajudá-lo a descomplicar essa visão. Pronto para conhecer mais? Venha descobrir o real significado dos principais termos do marketing em nossa nova série especial: #MktDescomplica

Começando pelo básico, é hora de entender o que significa aquele tal de branding.

Provavelmente um dos termos mais utilizados no mundo do marketing, o branding tem as percepções mais amplas e às vezes equivocadas, decorrente do fato que muitos não sabem exatamente sua real definição. Sendo simples e direto, no bom português, branding (verbo oriundo da palavra inglesa brand, que significa marca) significa gestão de marca. Ou seja, ele se refere a todas as ações e estratégias que tem como objetivo definir a personalidade (ou até reputação) da marca a fim de consolidá-la e torná-la mais atrativa ao mercado.

“São ações que, tomadas com conhecimento e competência, levam as marcas além da sua natureza econômica, passando a fazer parte da cultura, e influenciar a vida das pessoas.”

José Roberto Martins

Essas ações são essenciais para o desenvolvimento de todos os processos da empresa, não somente da comunicação e relação com o cliente. Dessa forma, são primordiais desde o início da jornada de negócio, visto que assim é possível desenvolver a marca com credibilidade e embasamento, tendo noção que essa prática visa resultados a longo prazo.

A importância do branding 

Nesse processo de construção e gestão da marca (todos os fatores que a compõem) dois pontos são importantíssimos: imagem e valores. O primeiro remete a aspectos mais visuais e o segundo a questões éticas e de conexão emocional. Quando ambos são bem definidos e executados, a marca tem mais chance de chamar atenção, se diferenciando da concorrência e desenvolvendo um laço mais concreto e duradouro com o consumidor.

Na era digital isso ganha novos nuances. A imagem é de extrema importância para ser único, e os valores ainda mais. Marcas sem profundidade ou impacto estão perdendo seu espaço aos poucos. Por isso, é fundamental que isso seja bem elaborado desde o princípio, como parte do branding.  

Assim, sua marca vai se transformando, aos poucos, em uma “pessoa”, ganhando formato, personalidade e posicionamento. São essas características de origem humana que a tornam acessível e relacionável ao público. Como diz o criador do Starbucks, Howard Schultz, “Uma marca tem que parecer um amigo”.

Como apresentado por muitos pensadores, a escolha do público por uma determinada marca se dá pela identificação com os sentimentos e sensações que ela nos transfere. Quando conseguimos enxergar na marca aquilo que vemos ou que almejamos ver em nós, a conexão está feita com sucesso.

Mas, atente-se! É preciso veracidade e constância na identidade ou DNA da sua marca. Todos os mínimos detalhes devem estar em sintonia com a realidade da empresa e suas visões de mundo, pois se há algo que o público odeia é quando são enganados. Assim como uma pessoa, a marca deve ter convicção naquilo que comunica e evitar aquele ditado do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, o que é comunicado deve condizer com o que é praticado no dia a dia.

Branding na prática 

O branding não possui uma única forma de executá-lo. São diversas metodologias que possuem pontos em comum. Inicialmente, a maioria delas parte de uma série de questionamentos e bastante pesquisa. Esse é o momento de entendermos o mercado em que a marca está prestes a se inserir ou já inserida: qual o seu produto/serviço? Quais são seus concorrentes? Quais são seus diferenciais? Quais seus pontos positivos e negativos? Quem é o seu público consumidor? Qual será seu papel e impacto como agente social?

Essas e muitas outras questões servirão para entender o posicionamento da sua empresa, com quem ela irá se comunicar, como irá exercer sua ética e responsabilidade social, e o que ela tem a oferecer. É necessário ter esse conhecimento para então definir as ações que devem ser aplicadas. Conhecimento é chave, sem ele as estratégias facilmente podem cair por terra ou ter os resultados contrários. Algumas das metodologias mais conhecidas para isso são a Análise SWOT e Wanna Be. 

Depois de analisar todos esses pontos, coloca-se a mão na massa. Se a marca é nova, o processo parte da escolha do nome (naming), slogan e na criação da identidade visual (logo, sinais gráficos, cores e aspectos visuais em geral). Esse detalhes visuais devem estar em sintonia com a personalidade da empresa, seu negócio e com o perfil do público consumidor. Isso porque essa será a primeira e principal conexão entre indivíduo e marca, e, geralmente, é o aspecto mais memorável e reconhecível entre a população. Assim, define-se o design que será utilizado em produtos gráficos off-line (impressos) e on-line (digital), pelo qual a empresa será lembrada e associada.

Visto isso, do outro lado da mesma moeda estão as estratégias de comunicação (publicidade/imprensa/relações públicas), que podem ser tradicionais ou digitais. Neste ponto o importante é escolher os meios e a linguagem que mais combinam com sua marca e que irão atingir o público alvo com mais facilidade e impacto. A chave do sucesso nesse ponto se encontra objetivos bem delineados, criatividade e (claro!) informação.

Sem uma base concreta, o branding pode se tornar um barco furado, cheio de conceitos mas sem nenhum resultado real. Fuja do famoso meme expectativa vs. realidade, fuja de discursos pomposos somente pois parecem mais efetivos. Para o branding ser de sucesso não há uma receita pronta, é primordial unicamente que você parta do fator mais importante: quem é a sua marca? Ah, e contrate profissionais especializados para auxiliá-lo nesse processo.

*Infográfico: Branding Design 4 One